Hoje é comemorado o dia da Indústria no Brasil. Com a Fiesp de Paulo Skaf e tantos outros empresários e investidores, que tanto se dedicam ao desenvolvimento nacional, em polvorosa. Façamos uma pequena reflexão histórica. Claro, em ritmo de festa.
Entre 1950 e 1953, a Coréia viveu um período trágico. Empobrecido, o país passou por uma guerra entre EUA e aliados, contra a União Soviética e China. Ou seja, uma briga que nem era deles. Eram dos "libertadores".
Com mais de três milhões de mortos em três anos de conflito, a Coréia, dividida entre Norte e Sul, estava destroçada.
Quatro anos antes, em 1946, o Brasil de Getúlio Vargas inaugurava a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), até hoje, umas das maiores siderúrgicas do mundo. Era o Brasil entrando no mundo industrial com o pé forte. Bom, pelo menos, era para ser, mas....
Quase 60 anos depois, seguimos com a nossa indústria forte, preocupada com o progresso do país. E a Coréia, a do Sul?
Se ainda tem alguma dúvida, dê uma olhada pela sua casa ou pelas ruas e veja a quantidade de coisas daquele país que nós importamos ( Hyundai, Kia, Samsung e SsangYong...). De país destruído por uma guerra dos outros, a Coréia do Sul tornou-se um gigante econômico, que vende tecnologia ao mundo inteiro e que possui o melhor sistema de educação do planeta. Na década de 50, um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez pessoas possui curso superior.
Parabéns Indústria brasileira, muito obrigado por tudo.
ps: ah, e a Coréia do Norte, o pessoal que gosta de nivelar por baixo vai perguntar. Bom, os dados sobre este país são pouco acessíveis. Mas, que eles deixam o império de cabelo em pé, eles deixam.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Linha de montagem
por Vilauba Herrera
Uma porta é aberta. Os bois começam a entrar, enfileirados no galpão frio e de cores claras. O cheiro de sangue os assusta, mas pouco podem fazer, já que o corredor é estreito, muito estreito. São dezenas, centenas de animais, caminhando lentamente, um a um. O primeiro da fila é parado. No alto, uma pistola de ar comprimido, manuseada por computador, começa a descer. Posicionada acima da cabeça do bovino. O tiro é certeiro, entre os chifres.
O animal apaga, mas não consegue sequer cair no chão. Segundos depois, um funcionário, também certeiro, acerta uma faca em formato de foice, no pescoço do boi, degolando-o. O sangue espirra e logo mais um animal em coma está a sua frente, pronto para mais um golpe. O corpo da vitima é içado e rapidamente, suas quatro patas são arrancadas (é a parte mais suja do boi).
O boi é colocado em um varal e com a barriga exposta, é alvo de uma facada, que lhe tira todos órgãos. Outras serão dadas nas pernas, somente para cortar o couro. A cabeça é tirada. Grampos são presos à carcaça. os grampos estão presos á correntes que começam a girar, arrancando (somente) o couro do bovino. Pronto, está limpo. O varal segue o caminho para o próximo passo. Imensas facas despedaçam o que sobrou. Picanhas maturadas, maminhas, filés, coxões moles, duros, lagartos e alcatras já estão embaladas à vácuo.
Tempo do trajeto, três minutos.
Uma porta é aberta. Os bois começam a entrar, enfileirados no galpão frio e de cores claras. O cheiro de sangue os assusta, mas pouco podem fazer, já que o corredor é estreito, muito estreito. São dezenas, centenas de animais, caminhando lentamente, um a um. O primeiro da fila é parado. No alto, uma pistola de ar comprimido, manuseada por computador, começa a descer. Posicionada acima da cabeça do bovino. O tiro é certeiro, entre os chifres.
O animal apaga, mas não consegue sequer cair no chão. Segundos depois, um funcionário, também certeiro, acerta uma faca em formato de foice, no pescoço do boi, degolando-o. O sangue espirra e logo mais um animal em coma está a sua frente, pronto para mais um golpe. O corpo da vitima é içado e rapidamente, suas quatro patas são arrancadas (é a parte mais suja do boi).
O boi é colocado em um varal e com a barriga exposta, é alvo de uma facada, que lhe tira todos órgãos. Outras serão dadas nas pernas, somente para cortar o couro. A cabeça é tirada. Grampos são presos à carcaça. os grampos estão presos á correntes que começam a girar, arrancando (somente) o couro do bovino. Pronto, está limpo. O varal segue o caminho para o próximo passo. Imensas facas despedaçam o que sobrou. Picanhas maturadas, maminhas, filés, coxões moles, duros, lagartos e alcatras já estão embaladas à vácuo.
Tempo do trajeto, três minutos.
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