por Vilauba Herrera
"Os pais autorizaram a volta dela ao apartamento", disse o Adriano Jovenini,, comandante do Gate, sobre o retorno de N. ao local onde Lindemberg Alves matou E. (o coma é irreversível, disseram os médicos).
"Eu colocaria meu filho no lugar da amiga. Veja bem, é uma decisão de quem está la.", afirmou coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da PM, que aproveitou para admitir que quantidade não é qualidade.
"Eu só peço que respeitem o profissionalismo e a capacidade de entendimento da equipe que está ali. É a que tem o maior volume de ocorrência do mundo."
"Quem tem condições de avaliar somos nós. Claro que algumas vezes não temos 100% do resultado desejado", rebateu o comandante do Gate, Adriano Jovenini, sobre as críticas ao trabalho feito em conjunto pelo Gate e PM.
Respostas muito simples para uma situação, segundo os próprios policiais, tão complexa.
Como um cara de 22 anos fica com uma arma na cabeça de uma menina de 15 anos, faz uma outra refém da mesma idade. Faz isso por cinco dias e no fim das contas, só ele sai ileso?
Eu não sou favorável a violência, atitudes bruscas, mas em uma situação como essa, como pessoas que se dizem preparadas, cometem uma série de erros gigantescos?
Em um país sério, o secretário de segurança (no caso, Ronaldo Marzagão) já estaria procurando outro emprego para pagar o advogado e enfrentar um monte de processos. Isso vale para os comandantes Felix e Jovenini, que se esconderiam no banco de reservas da polícia.