Um, dois, três, quatro, cinco, urra! Imagine duas dezenas de policiais bradando o cântico e marcando ritmo batendo com seus cacetetes nos seus escudos. A patética cena policialesca ocorreu ontem à tarde na Avenida Paulista, quando policiais da tropa de choque atacou os participantes da Marcha da Maconha.
Mais uma vez houve uma tentativa em realizar a passeata que visa abrir o debate sobre a legalização, regulamentação da produção e consumo da erva. Mais uma vez, os homens da Justiça proibiram o movimento em uma canetada, às vésperas (dia 20). O responsável dessa vez foi o desembargador Teodomiro Mendez (como deve ser a cara desse senhor?), que usou o velho e reacionário discurso de que a Marcha é uma simples apologia ao uso de drogas.
O jeito foi transformar a Marcha da Maconha em manifestação pela Liberdade de expressão. E ela foi acordada entre a organização do evento e a PM. O Capitão Del Vecchio, foi esse o policial que fez um acordo com os responsáveis pela passeata. No dia 20, ele permitiu a manifestação. Mas Del Vecchio mudou de ideia. E mudou quando milhares de pessoas já estavam no vão livre do Masp. Já dizia Sabotage que "Gambé faz a acerto e depois mata na crocodilagem".
Dessa vez não houve morte. A polícia é truculenta, tosca, burra, mas não é louca de matar filhos da classe média paulistana - pelo menos não em massa -. Louco é o movimento que estava lá, incentivando os "homens da lei"a fazerem seu trabalho de manter a ordem e a paz - era isso que um gambézinho discursava, em meio a fumaça de gás de pimenta e reclamações de pedestres, que nada tinham a ver com a manifestação. Falava de paz com a mão no coldre.
O movimento que estava ali, indiscreta e calorosamente incentivando os atos bizarros da polícia é o Ultra Defesa - organização que defende as ações do Fascitóide Jair Bolsonaro, a caricatura de deputado que faz apologia à pena de morte, à tortura, ao ataque a homossexuais e mais uma série de bárbaries.
A instigação funcionou. Logo após a manifestação iniciar sua caminhada, a polícia usou suas armas da paz: bombas de gás de pimenta e tiros de bala de borracha. A tática rapidamente dispersou parte dos manifestantes. Pais com seus filhos pequenos tiveram que deixar a marcha. Sim, a tropa de choque jogou bombas em locais onde crianças passavam. Idosos também sofreram com o efeito moral da polícia: olhos vermelhos e gargantas irritadas.
Mas também não foi tão fácil assim restabelecer a ordem. Até às 17h20 (uma hora depois...) ainda haviam jovens sendo perseguidos por coxinhas motociclistas, que interrompiam o trânsito e ameaçavam prender meninas que gritavam contra a selvageria do corporação. Algemado mesmo foi o homem que vendia pulseiras de couro. Que apanhou e teve seus pertences roubados e destruídos por policiais - eu até diria os nomes e as patentes deles, mas já é praxe tirar a identificação do uniforme nesses momentos. Isso ocorreu na Consolação, um quarteirão depois da Praça Roosevelt.
Kassab e Alckmin devem estar satisfeitos. O comando da policia militar também. Os próprios gambés devem estar dando risada até agora. Dia tranquilo, né. Atirar contra desarmados, oprimir quem não tem sangue nos olhos para revidar é mais seguro.
Aproveitaram para desopilar o fígado com abusos, gritos e ameaças. Debater e falar alto com o capitão sobre o salário baixo e as condições de trabalho não dá. Falta coragem.
Tranquilos devem estar os empresários do transporte público. Aqueles que nunca aparecem (alguém ai sabe o nome ou tem uma foto de um dono de empresa de transporte coletivo?). Receberam bem o aumento para R$ 3 da passagem, mas "esqueceram" de repassar os lucros aos motoristas e cobradores. Um início de greve foi ameaçado essa semana. Se isso ocorrer, milhões de pessoas serão afetadas diariamente. Não poderão ir, nem vir.
Mas isso não importa. O que atrapalha mesmo a cidade são os maconheiros da Paulista.
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sábado, 21 de maio de 2011
Marcha em São Paulo
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domingo, 18 de abril de 2010
Crise* Tricolor
Saudosismo e títulos à parte, os são-paulinos têm como lembranças recentes grandes momentos defensivos (Mineiro-Josué, Miranda-Pirulito-Breno, Hernanes-Richarlyson...) e o fator Rogério Ceni, o goleiro-artilheiro.
Já é hora de, mesmo que o período de glórias não seja tão rico, reativar grandes a ofensividade tricolor, marca registrada na história do time. Leônidas, Zizinho, Teixeirinha, Canhoteiro, Toninho Guerreiro, Mirandinha, Pedro Rocha, Serginho Chulapa, Muller, Raí, Palhinha, Dodô, França, Luís Fabiano e companhia.
Hora de trocar três volantes por um, dois atacantes por três, chuveirinho por tabelas, responsabilidade extrema por malícia, cara fechado por risadas, futebol de resultado por futebol.
Toda a ideia deste texto foi baseada nos jogos com o Santos, o melhor time do Brasil. As outras derrotas foram embates entre o São Paulo, cansado dos quatro anos de f'órmula eficiente/desempolgante, contra equipes que iniciam o uso da mesma fórmula, só um pouco renovada. O sucesso pode até vir, mas o futebol, esse vai ficar no banco.
*definição: Oriunda do latim, o termo crise tem o mesmo sentido da palavra vento. Indica, um estágio de alternância, no qual uma vez transcorrido diferencia-se do que costumava ser.
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sábado, 14 de novembro de 2009
USP, Uniban e afins
O que pretende José Serra? O que espera de João Grandino Rodas, o segundo colocado, na reitoria da USP?
Pela (neutra) imprensa, que encheu o senhor Rodas, o segundo, de elogios, o que ele sabe mesmo é de Direito Internacional. É diretor da São Francisco, mas, assim como é praxe na politicagem brasileira, circulou por outras áreas, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Rodas, o II, não é economista. Segundo mídia, ele é formado em música, pela Faculdade de Música Sagrado Coração de Jesus, em letras, pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas, em educação e direito, ambas pela USP.
E a Uniban, heim? A Universidade que diz ser, ao mesmo tempo, conservadora e moderna, pois "no âmbito educacional preserva, cultiva e mantém, no todo, um rígido código disciplinar, sustentado por valores morais e éticos, fundamentais para que uma estrutura não se desintegre. Moderna porque, num mundo globalizado, está afinada com a tecnologia (e ...????)"
Para a Uniban, modernidade tem a ver somente com TV´s de LCD, Lap tops e carros de último tipo espalhados pelo estacionamento da instituição.
Salve José Serra, Paulo Renato, ProUni, Unibans, Unips, Ungs e todas aquelas universidades tão preocupadas com a educação brasileira!!!!
Pela (neutra) imprensa, que encheu o senhor Rodas, o segundo, de elogios, o que ele sabe mesmo é de Direito Internacional. É diretor da São Francisco, mas, assim como é praxe na politicagem brasileira, circulou por outras áreas, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Rodas, o II, não é economista. Segundo mídia, ele é formado em música, pela Faculdade de Música Sagrado Coração de Jesus, em letras, pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas, em educação e direito, ambas pela USP.
E a Uniban, heim? A Universidade que diz ser, ao mesmo tempo, conservadora e moderna, pois "no âmbito educacional preserva, cultiva e mantém, no todo, um rígido código disciplinar, sustentado por valores morais e éticos, fundamentais para que uma estrutura não se desintegre. Moderna porque, num mundo globalizado, está afinada com a tecnologia (e ...????)"
Para a Uniban, modernidade tem a ver somente com TV´s de LCD, Lap tops e carros de último tipo espalhados pelo estacionamento da instituição.
Salve José Serra, Paulo Renato, ProUni, Unibans, Unips, Ungs e todas aquelas universidades tão preocupadas com a educação brasileira!!!!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Pinga ni mim

Delegado é afastado por fazer cachaça do 92º DP de São Paulo. Advinha o que o delegado vai fazer enquanto estiver afastado?
Porque a pilantragem no estado é punida com folga?
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Dois babacas no meio do caminho
Mais uma vez, a cambada reaça e corrupta que está infiltrada no Poder em São Paulo agiu. Faltando quatro dias para a Marcha da Maconha, o promotor Marcelo Barone pediu e o desembargador Di Rissio Barbosa assinou o papel que proibe, legalmente, o evento agendado para a Marquise do Ibirapuera.
Mas essa, com certeza, não foi a primeira babaquice do Barone. Vejam o que o rapaz já fez.
Na minha opinião, a Marcha deve ser feita, aprovada por um desembargador, ou não. É uma passeata pacífica e que defende uma debate, o que é permitido pela constituição brasileira.
babacas como a dupla ai em cima são resquícios dos tempos de ditadura que assolaram o país. Não sei a idade deles, mas se não forem contemporâneos, devem ser filhos, ou netos de patriotas à serviço da TFP, GLobo, CIA, Citybank...
ESCROTOS!!
ps: Mas também gostaria de saber onde estão os políticos e intelectuais, formadores de opinião que se escondem nesse momento. Não percebem eles, que esse debate é muito maior do que liberar a erva? E a politicada, cadê? nem espertos são, pois tenho certeza que na atual fase, um político que abraçar a causa irá receber centenas, milhares, milhões de votos.
Enfim...
Mas essa, com certeza, não foi a primeira babaquice do Barone. Vejam o que o rapaz já fez.
Na minha opinião, a Marcha deve ser feita, aprovada por um desembargador, ou não. É uma passeata pacífica e que defende uma debate, o que é permitido pela constituição brasileira.
babacas como a dupla ai em cima são resquícios dos tempos de ditadura que assolaram o país. Não sei a idade deles, mas se não forem contemporâneos, devem ser filhos, ou netos de patriotas à serviço da TFP, GLobo, CIA, Citybank...
ESCROTOS!!
ps: Mas também gostaria de saber onde estão os políticos e intelectuais, formadores de opinião que se escondem nesse momento. Não percebem eles, que esse debate é muito maior do que liberar a erva? E a politicada, cadê? nem espertos são, pois tenho certeza que na atual fase, um político que abraçar a causa irá receber centenas, milhares, milhões de votos.
Enfim...
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sábado, 18 de outubro de 2008
Caso Santo André
por Vilauba Herrera
"Os pais autorizaram a volta dela ao apartamento", disse o Adriano Jovenini,, comandante do Gate, sobre o retorno de N. ao local onde Lindemberg Alves matou E. (o coma é irreversível, disseram os médicos).
"Eu colocaria meu filho no lugar da amiga. Veja bem, é uma decisão de quem está la.", afirmou coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da PM, que aproveitou para admitir que quantidade não é qualidade.
"Eu só peço que respeitem o profissionalismo e a capacidade de entendimento da equipe que está ali. É a que tem o maior volume de ocorrência do mundo."
"Quem tem condições de avaliar somos nós. Claro que algumas vezes não temos 100% do resultado desejado", rebateu o comandante do Gate, Adriano Jovenini, sobre as críticas ao trabalho feito em conjunto pelo Gate e PM.
Respostas muito simples para uma situação, segundo os próprios policiais, tão complexa.
Como um cara de 22 anos fica com uma arma na cabeça de uma menina de 15 anos, faz uma outra refém da mesma idade. Faz isso por cinco dias e no fim das contas, só ele sai ileso?
Eu não sou favorável a violência, atitudes bruscas, mas em uma situação como essa, como pessoas que se dizem preparadas, cometem uma série de erros gigantescos?
Em um país sério, o secretário de segurança (no caso, Ronaldo Marzagão) já estaria procurando outro emprego para pagar o advogado e enfrentar um monte de processos. Isso vale para os comandantes Felix e Jovenini, que se esconderiam no banco de reservas da polícia.
"Os pais autorizaram a volta dela ao apartamento", disse o Adriano Jovenini,, comandante do Gate, sobre o retorno de N. ao local onde Lindemberg Alves matou E. (o coma é irreversível, disseram os médicos).
"Eu colocaria meu filho no lugar da amiga. Veja bem, é uma decisão de quem está la.", afirmou coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da PM, que aproveitou para admitir que quantidade não é qualidade.
"Eu só peço que respeitem o profissionalismo e a capacidade de entendimento da equipe que está ali. É a que tem o maior volume de ocorrência do mundo."
"Quem tem condições de avaliar somos nós. Claro que algumas vezes não temos 100% do resultado desejado", rebateu o comandante do Gate, Adriano Jovenini, sobre as críticas ao trabalho feito em conjunto pelo Gate e PM.
Respostas muito simples para uma situação, segundo os próprios policiais, tão complexa.
Como um cara de 22 anos fica com uma arma na cabeça de uma menina de 15 anos, faz uma outra refém da mesma idade. Faz isso por cinco dias e no fim das contas, só ele sai ileso?
Eu não sou favorável a violência, atitudes bruscas, mas em uma situação como essa, como pessoas que se dizem preparadas, cometem uma série de erros gigantescos?
Em um país sério, o secretário de segurança (no caso, Ronaldo Marzagão) já estaria procurando outro emprego para pagar o advogado e enfrentar um monte de processos. Isso vale para os comandantes Felix e Jovenini, que se esconderiam no banco de reservas da polícia.
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