por Vilauba Herrera
- Sonny Rollins, Puta que pariu, eu amo esse velhinho batuta.
- Quem é? Pai do Henry Rollins?
- Não, porra. O cara é saxofonista, tocou com o Monk, com o Coltrane, Art Blakey e Miles Davis!!! Um dos melhores jazzistas ainda vivo. Uma lenda.
- Ah, sei.
- Nunca vou esquecer esse véio. Foi com o disco Work Time, que conquistei Isabela. Porra, o disco é de 55, escutamos em 89, na faculdade e até hoje, por vezes, escuto ela sussurrar algumas músicas do LP, quando está tomando banho.
- Porra.......mas 250 contos, porra, daí é foda.
- Que dia é esse show?
- Dia 21.
- Nossa, não acredito.
- O que, fala ai?
- É nesse show que eu vou. O pessoal do trabalho empolgou de ir e eu vou também. Já imagino quantas gatinhas intelectuais estarão por lá. tenho um tesão doido em mulher de óculos, cabelinho curto, blasê.
- Ah...
FIM
obs:um dos episódios do elitismo cultural que assola o país verde e amarelo.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
sábado, 14 de julho de 2007
Relações preguiçosas e perigosas
Vilauba Herrera
Por preguiça ou imposição a imprensa insiste em criar fatos e associá-los a quem não concorda com ela, ou não dá bola para seus editorias. Na sexta-feira, dia 13 de julho, os Racionais Mc´s fizeram um show em uma casa noturna da zona Oeste da capital paulista.
Não entro em detalhes sobre o show. O quarteto mostrou profissionalismo e qualidade diante de um público estranho, que pagou R$ 60 para assisti-los.
Tudo normal, até a imprensa manifestar-se sobre o evento. No site G1, da Globo, uma matéria afirma, corretamente, que não houve incidentes durante o show dos Racionais. Porém, no mesmo parágrafo, a matéria desfere: "...o grupo de rap Racionais MC’s deixou definitivamente para trás o quebra-quebra armado em seu último grande show, há dois meses, na Praça da Sé."
O show não era dos Racionais, mas sim a Virada Cultural, projeto da Prefeitura, que contou com diversas apresentações pela cidade. A confusão começou antes do grupo subir no palco.
Quem esteve lá, sabe disso. Quem esteve lá sabe que a Globo tentou, usando uma menina ex-viciada em crack, como boi de piranha, falar com Mano Brown. Não teve sucesso.
Quem trabalha ou lê veículos populares sabe que para chamar atenção do público, relações "criativas" são inventadas.
Por preguiça ou imposição a imprensa insiste em criar fatos e associá-los a quem não concorda com ela, ou não dá bola para seus editorias. Na sexta-feira, dia 13 de julho, os Racionais Mc´s fizeram um show em uma casa noturna da zona Oeste da capital paulista.
Não entro em detalhes sobre o show. O quarteto mostrou profissionalismo e qualidade diante de um público estranho, que pagou R$ 60 para assisti-los.
Tudo normal, até a imprensa manifestar-se sobre o evento. No site G1, da Globo, uma matéria afirma, corretamente, que não houve incidentes durante o show dos Racionais. Porém, no mesmo parágrafo, a matéria desfere: "...o grupo de rap Racionais MC’s deixou definitivamente para trás o quebra-quebra armado em seu último grande show, há dois meses, na Praça da Sé."
O show não era dos Racionais, mas sim a Virada Cultural, projeto da Prefeitura, que contou com diversas apresentações pela cidade. A confusão começou antes do grupo subir no palco.
Quem esteve lá, sabe disso. Quem esteve lá sabe que a Globo tentou, usando uma menina ex-viciada em crack, como boi de piranha, falar com Mano Brown. Não teve sucesso.
Quem trabalha ou lê veículos populares sabe que para chamar atenção do público, relações "criativas" são inventadas.
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