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terça-feira, 16 de setembro de 2008

O jornalismo agradece

por Vilauba Herrera

Encontrei uma vez Glenda Kozlowski. Estava trabalhando, cobrindo o treino de um clube da Capital Paulista. A moça cheia de sorrisos causou frisson entre algumas pessoas, principalmente os funcionários do clube. Alguns olhos de repórteres a seguiram um pouco mais.
Com ela estavam alguns empregados da Globo e um dirigente da equipe. Eles mostravam a estrutura do local, os campos verdes e sem buracos aparentes, o centro de tratamento de lesões, a piscina, os jogadores. Por pouco não lhe apresentaram a bola.
Na hora da coletiva, Glenda posicionou-se ao lado dos parceiros, riu das piadas feitas por colegas de profissão, mas na hora de entrevistar um atleta, quem fez foi outro global. Ficou quieta na hora das respostas, prestou atenção como uma aluna cdf. Por fim, cumprimentou os jogadores escolhidos para falar, não sei se deu autógrafo. Foi embora no carro prateado, sentido zona sul.

Não tenho nada contra Glenda Kozlowski. Mas a tetracampeã mundial de bodyboard não pode ser indicada a um prêmio (Comunique-se) de jornalismo, apenas porque "esbanja simpatia durante a apresentação diária do programa Globo Esporte." Tudo bem, ela cobriu Copas, Olimpíadas, coisa e tal. O que ela fez nesses lugares? Alguém lembra de uma matéria realmente interessante de Glenda nos Jogos de Pequim, ali em agosto último.
Eu lembro da Glenda, como lembro de outros repórteres da Globo perguntando para os atletas "como eles estavam se sentindo depois de conseguir essa sonhada medalha?"

A premiação ocorre esta noite. Os concorrentes são: o colega Tino Marcos, o simpático apresentador do Esporte Espetacular e Juca Kfouri, atualmente colunista, blogueiro e comentarista.

O jornalismo agradece.