Chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas...
Minha cobertura em uma redação pequena e de parcos recursos seria assim:
Cidades: Vão todos (4) para as ruas. Celulares ligados.
repórteres emprestados: 2 escutando rádios e 1 no twitter.
fechadores e editores: Olho no jornal-chefe (umas ligações para autoridades, vai. É bom esticar o braço um pouco, bando de horácios)
e tenho dito.
Mostrando postagens com marcador Jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornalismo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
cobertura para chuva
Marcadores:
chefia,
Chuva,
enchente,
Jornalismo,
mais valia,
profissão,
redação
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O jornalismo ainda "pode acontecer"?

"Pode acontecer". Com essa frase via sms o jornal Lance estampou em sua capa a situação entre Muricy Ramalho e o Palmeiras. Nada mais íntimo, nada mais pobre.
O episódio resume bem o que vem acontecendo com o jornalismo através dos tempos. A falsa e mesmo assim perigosa intimidade entre os jornalistas e a notícia. Acho que não é preciso explicar o porque do perigo (para a imprensa), ou ninguém acha estranho o repórter em Brasília sair para tomar whiskie com um senador, um deputado...
A falsidade está do lado da notícia. Se esconder da mídia é um direito do ex-técnico do São Paulo e de qualquer um. Mas esmolar um "pode acontecer" é total desrespeito com aqueles que fazem o jornalismo, que tem o compromisso com seus leitores e com a ética e a importância da imprensa. É olhar para a mídia de cima, achando-se superior. A responsabilidade não é só da fonte ou da própria notícia, mas também da imprensa, mais precisamente dos Barões da comunicação, que renovaram (e desequilibraram) as redações, trocando dois de 40 por um de 20 e poucos. Piora ainda quando a sub-chefia (editores, pauteiros...) também são jovens, com pouca experiência para perceber, ou, na maioria das vezes, brigar pelos seus colegas e por melhores condições para a produção jornalística. São meros cumpridores de pautas, sem incentivo para buscar novas informações e olhar nos olhos da notícia, sem abaixar a cabeça.
Enquanto isso, vamos nos contentando com entrevistas via Twitter, sms, msn....cada vez mais intímos e ao mesmo tempo distantes da verdade jornalística.
desenho tirado do blog coffeeencigarettes
Marcadores:
crítica,
fonte,
imprensa,
Jornalismo,
Jornalismo esportivo,
Jornalismo político,
mídia,
opinião
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Sessão corneta
É preguiça, rabo preso, cansaço, ideologia ou incompetência?
- O Senado descamba de vez para uma corrupção grotesca e deslavada em todas as hierarquias, o assunto está na boca do povo (ou não) e a matéria diz que técnicos do próprio Senado realizaram averiguação e que as contas são legais. Por mais que isso seja verdadeiro, não soa estranho?
- A única pessoa que vê a avaliação dos técnicos é um senador. O cara avalia tudo sozinho, só ele vê? Não existe ao menos uma equipe, outras pessoas que apreciaram o estudo?
- Os técnicos dizem que as contas estavam previstas por lei, na constituição. E porque é lei não soa estranho o Senado, com um orçamento já extravagante, um dos maiores do mundo, precisarem de mais contas para gerir mais renda??
- Um raio x foi feito pela FGV na casa. Por que sempre a FGV? Não existem outras instituições capacitadas. A parceria não soa estranha?
- O Senado descamba de vez para uma corrupção grotesca e deslavada em todas as hierarquias, o assunto está na boca do povo (ou não) e a matéria diz que técnicos do próprio Senado realizaram averiguação e que as contas são legais. Por mais que isso seja verdadeiro, não soa estranho?
- A única pessoa que vê a avaliação dos técnicos é um senador. O cara avalia tudo sozinho, só ele vê? Não existe ao menos uma equipe, outras pessoas que apreciaram o estudo?
- Os técnicos dizem que as contas estavam previstas por lei, na constituição. E porque é lei não soa estranho o Senado, com um orçamento já extravagante, um dos maiores do mundo, precisarem de mais contas para gerir mais renda??
- Um raio x foi feito pela FGV na casa. Por que sempre a FGV? Não existem outras instituições capacitadas. A parceria não soa estranha?
Marcadores:
Brasil,
corrupção,
Crise do Senado,
Folha,
imprensa,
Jornalismo,
mídia,
política,
Senado
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Parabéns Gilmar e comparsas
Palmas aos ministros do Supremo. É o que devem estar fazendo os caciques da ANJ (Associação Nacional dos Jornais). Sem o diploma, os donos da grande mídia poderão explorar ainda mais os funcionários da escrita. A mão de obra será bem maior, eles poderão baixar ainda mais os salários, os "benefícios", seus lucros serão ainda mais estupendos, a qualidade irá...
Segundo o idôneo Gilmar Mendes, relator do processo, "A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros."
O ministro deve ter apontado essa crítica para as faculdades de Jornalismo de fundo de quintal. Aquelas que também incluem os cursos de Direito e Administração. Será que vamos ter nos próximos dias uma discussão sobre a necessidade do diploma para exercer a advocacia? Que eu saiba, as provas na faculdade de Direito são com consulta. É só comprar os livros.
Parabéns Supremo, por mais um passo dado para trás.
ps: Agora eu quero ver, ler, escutar os caciques da imprensa, os que colocam o nome nas matérias. Nada de empresários da mídia.
Segundo o idôneo Gilmar Mendes, relator do processo, "A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros."
O ministro deve ter apontado essa crítica para as faculdades de Jornalismo de fundo de quintal. Aquelas que também incluem os cursos de Direito e Administração. Será que vamos ter nos próximos dias uma discussão sobre a necessidade do diploma para exercer a advocacia? Que eu saiba, as provas na faculdade de Direito são com consulta. É só comprar os livros.
Parabéns Supremo, por mais um passo dado para trás.
ps: Agora eu quero ver, ler, escutar os caciques da imprensa, os que colocam o nome nas matérias. Nada de empresários da mídia.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Realiti Chow
Acabou agora a nona edição do programa mais rentável e versátil que TV Globo já conseguiu fazer (esse ela comprou mesmo, assumiu). O programa que acumula em dois ou três meses, os maiores anunciantes da Televisão Brasileira, imprimindo suas imagens em um grupo de 15, 16 pessoas que ganham migalhas para expor suas caras para milhões de consumidores. “Reality show” é Lucro absoluto.
Na verdade era assim. Não é mais. Aos poucos, a Globo percebeu que, além de ganhar rios de dinheiro exibindo figuras que não poderiam lhe oferecer nada após uma derrota no paredão, ou até mesmo, depois da grande final, poderia fazer alguns testes comerciais: testar estilos, roupas, cabelos, caras e bocas...e quem sabe, um novo e mais barato talento.
A empresa informou a quem deveria informar, que a escolha não era mais feita através de sorteio ou vídeos enviados (por milhões de pessoas). Ela passou a aceitar sugestões, indicações, palpites. Mas nos releases espalhados, os vídeos ainda estavam valendo. Funil barato.
Logo a turma percebeu e os jogadores passaram a montar seus currículos e fazer contatos para conseguir uma entrevista no emprego.
Logo a turma percebeu e os jogadores passaram a montar seus currículos e fazer contatos para conseguir uma entrevista no emprego.
Assim desapareceram Bam Bans, aeromoças malucas, mas feias, um estrangeiro riponga ilegal, os médicos fascistas, a empregada sem sal, os caipiras piadistas com seus sotaques...
Surgiram Grazis, Alemães, mulheres recém siliconadas e Maxis. Sim, estes maximizaram-se no programa global. Pessoas que, baseadas em anos de novelas da emissora (nosso orgulho de exportação) e em algumas temporadas de BBBs, moldaram-se em personagens para conseguir, rapidamente, um lugar ao sol no escrete de celebridades plim plim.
Surgiram Grazis, Alemães, mulheres recém siliconadas e Maxis. Sim, estes maximizaram-se no programa global. Pessoas que, baseadas em anos de novelas da emissora (nosso orgulho de exportação) e em algumas temporadas de BBBs, moldaram-se em personagens para conseguir, rapidamente, um lugar ao sol no escrete de celebridades plim plim.
Negócios, não é? Assim é a vida. Mas e o reality Show? Xiiiiiiiiiiiiiiiiu...
Marcadores:
BBB 9,
Brasil,
Capitalismo,
entretenimento,
Jornalismo,
mídia,
negócios,
Reality Show,
Televisão
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Matéria (de) serviço
por Vilauba Herrera
Matéria do Jornal Nacional sobre finanças. O personagem foi demitido por causa da famigerada e soturna crise mundial. A pauta é mostrar para ele que se economizar, consegue sobreviver por mais de um mês com o último salário, até encontrar outro emprego.
Com especialistas da GV, USP, Harvard, ficou comprovado que se ele parar de pedir a pizza quinzenal, junto com refrigerantes, se parar de tomar aquela cervejinha no final de semana e se não levar os filhos para passear nas folgas, Fulano conseguirá levar sua vidinha por mais um tempo, antes de ter que pegar um empréstimo com um banco, na agiotagem legal, ou até mesmo escalar a molecada para pedir uma grana no sinal.
O engraçado é que a matéria paga de honesta, que faz um serviço para o telespectador. Bobagem. isso é velho, velho e injusto, picaretagem brava.
Porque não fazem uma matéria mostrando o "sofrimento" do dono da empresa que demitiu fulano. Limou o cara da firma para poder continuar lucrando a mesma coisa que lucraba antes da crise. Para continuar toamdno champã, perrier, andando de jatinho e dando entrevista para a Veja e para o Amaury Jr. Pagando de empresário responsável.
E mais uma vez, não me venham os realistas com "mas é a Globo, você tem que ver..."
Bando de picaretas!
Matéria do Jornal Nacional sobre finanças. O personagem foi demitido por causa da famigerada e soturna crise mundial. A pauta é mostrar para ele que se economizar, consegue sobreviver por mais de um mês com o último salário, até encontrar outro emprego.
Com especialistas da GV, USP, Harvard, ficou comprovado que se ele parar de pedir a pizza quinzenal, junto com refrigerantes, se parar de tomar aquela cervejinha no final de semana e se não levar os filhos para passear nas folgas, Fulano conseguirá levar sua vidinha por mais um tempo, antes de ter que pegar um empréstimo com um banco, na agiotagem legal, ou até mesmo escalar a molecada para pedir uma grana no sinal.
O engraçado é que a matéria paga de honesta, que faz um serviço para o telespectador. Bobagem. isso é velho, velho e injusto, picaretagem brava.
Porque não fazem uma matéria mostrando o "sofrimento" do dono da empresa que demitiu fulano. Limou o cara da firma para poder continuar lucrando a mesma coisa que lucraba antes da crise. Para continuar toamdno champã, perrier, andando de jatinho e dando entrevista para a Veja e para o Amaury Jr. Pagando de empresário responsável.
E mais uma vez, não me venham os realistas com "mas é a Globo, você tem que ver..."
Bando de picaretas!
Marcadores:
Crise mundial,
desemprego,
Finanças,
Globo,
Jornalismo
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Louco amor (Gang 90, Fellini, Exaltasamba, novela das 8 ...)
por Vilauba Herrera

O amor faz cometer loucuras deve ser a frase mais usada em letras de música popular e comercial do Brasil. Acho que do mundo. Mas, porra, não é que é. Essa semana dois casos populares-jornalísticos foram perfeitos para ilustrar a frase falada por Geraldo Azevedo, Luis Guilherme e Daniel, Mastruz com Leite...
De um lado, um ator perde a cabeça por causa da namorada e escreve um manifesto contra a nudez no cinema só para cutucar o diretor do filme em que a moça mostra os peitos.
No outro, um cara de 22 anos, que namorou 3 anos uma menina de 15, perde a cabeça e prende a garota por cinco dias e depois, com a ajuda da competente polícia, dá um tiro nela.
O amor é foda mesmo. Em alguma música deve ter algo como não subestime o amor ...Filipe e Thiago, Mariah Carey...mas é, acho que sim.
A diferença para as maluquices é brutal, claro. Mas é a mesma diferença do lugar onde Pedro mora e Lindemberg habita, a mesma diferença de salário, das idas à escola, ao médico...
Mas daí o blog fica monotemático.
Hoje o papo é amor... mas serve vamos falar de amor do Mala 100 alça, ou Forró dos Play's...?
O amor faz cometer loucuras deve ser a frase mais usada em letras de música popular e comercial do Brasil. Acho que do mundo. Mas, porra, não é que é. Essa semana dois casos populares-jornalísticos foram perfeitos para ilustrar a frase falada por Geraldo Azevedo, Luis Guilherme e Daniel, Mastruz com Leite...
De um lado, um ator perde a cabeça por causa da namorada e escreve um manifesto contra a nudez no cinema só para cutucar o diretor do filme em que a moça mostra os peitos.
No outro, um cara de 22 anos, que namorou 3 anos uma menina de 15, perde a cabeça e prende a garota por cinco dias e depois, com a ajuda da competente polícia, dá um tiro nela.
O amor é foda mesmo. Em alguma música deve ter algo como não subestime o amor ...Filipe e Thiago, Mariah Carey...mas é, acho que sim.
A diferença para as maluquices é brutal, claro. Mas é a mesma diferença do lugar onde Pedro mora e Lindemberg habita, a mesma diferença de salário, das idas à escola, ao médico...
Mas daí o blog fica monotemático.
Hoje o papo é amor... mas serve vamos falar de amor do Mala 100 alça, ou Forró dos Play's...?
Marcadores:
Amor,
dia a dia,
Jornalismo,
maluquices,
música
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O jornalismo agradece
por Vilauba Herrera
Encontrei uma vez Glenda Kozlowski. Estava trabalhando, cobrindo o treino de um clube da Capital Paulista. A moça cheia de sorrisos causou frisson entre algumas pessoas, principalmente os funcionários do clube. Alguns olhos de repórteres a seguiram um pouco mais.
Com ela estavam alguns empregados da Globo e um dirigente da equipe. Eles mostravam a estrutura do local, os campos verdes e sem buracos aparentes, o centro de tratamento de lesões, a piscina, os jogadores. Por pouco não lhe apresentaram a bola.
Na hora da coletiva, Glenda posicionou-se ao lado dos parceiros, riu das piadas feitas por colegas de profissão, mas na hora de entrevistar um atleta, quem fez foi outro global. Ficou quieta na hora das respostas, prestou atenção como uma aluna cdf. Por fim, cumprimentou os jogadores escolhidos para falar, não sei se deu autógrafo. Foi embora no carro prateado, sentido zona sul.
Não tenho nada contra Glenda Kozlowski. Mas a tetracampeã mundial de bodyboard não pode ser indicada a um prêmio (Comunique-se) de jornalismo, apenas porque "esbanja simpatia durante a apresentação diária do programa Globo Esporte." Tudo bem, ela cobriu Copas, Olimpíadas, coisa e tal. O que ela fez nesses lugares? Alguém lembra de uma matéria realmente interessante de Glenda nos Jogos de Pequim, ali em agosto último.
Eu lembro da Glenda, como lembro de outros repórteres da Globo perguntando para os atletas "como eles estavam se sentindo depois de conseguir essa sonhada medalha?"
A premiação ocorre esta noite. Os concorrentes são: o colega Tino Marcos, o simpático apresentador do Esporte Espetacular e Juca Kfouri, atualmente colunista, blogueiro e comentarista.
O jornalismo agradece.
Encontrei uma vez Glenda Kozlowski. Estava trabalhando, cobrindo o treino de um clube da Capital Paulista. A moça cheia de sorrisos causou frisson entre algumas pessoas, principalmente os funcionários do clube. Alguns olhos de repórteres a seguiram um pouco mais.
Com ela estavam alguns empregados da Globo e um dirigente da equipe. Eles mostravam a estrutura do local, os campos verdes e sem buracos aparentes, o centro de tratamento de lesões, a piscina, os jogadores. Por pouco não lhe apresentaram a bola.
Na hora da coletiva, Glenda posicionou-se ao lado dos parceiros, riu das piadas feitas por colegas de profissão, mas na hora de entrevistar um atleta, quem fez foi outro global. Ficou quieta na hora das respostas, prestou atenção como uma aluna cdf. Por fim, cumprimentou os jogadores escolhidos para falar, não sei se deu autógrafo. Foi embora no carro prateado, sentido zona sul.
Não tenho nada contra Glenda Kozlowski. Mas a tetracampeã mundial de bodyboard não pode ser indicada a um prêmio (Comunique-se) de jornalismo, apenas porque "esbanja simpatia durante a apresentação diária do programa Globo Esporte." Tudo bem, ela cobriu Copas, Olimpíadas, coisa e tal. O que ela fez nesses lugares? Alguém lembra de uma matéria realmente interessante de Glenda nos Jogos de Pequim, ali em agosto último.
Eu lembro da Glenda, como lembro de outros repórteres da Globo perguntando para os atletas "como eles estavam se sentindo depois de conseguir essa sonhada medalha?"
A premiação ocorre esta noite. Os concorrentes são: o colega Tino Marcos, o simpático apresentador do Esporte Espetacular e Juca Kfouri, atualmente colunista, blogueiro e comentarista.
O jornalismo agradece.
Marcadores:
Brasil,
classe média,
Comunique-se,
decadência,
Globo,
imprensa,
Jornalismo,
mídia
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Força (monetária) estranha
por Vilauba Herrera
Os críticos gostam mesmo de meter o pau nos dinossauros da música brasileira. Isso não é novidade para ninguém, muito menos para Caetano Veloso.
Caê responder aos "jornalistas culturais" também já está ficando mais batido que cantor de pagode decadente que vira sucesso gospel.
Mas dessa vez o artista inovou nas rebatidas. Diante das matérias feitas pelos repórteres Sylvia Colombo, da Folha e Jotabê Medeiros, do Estadão, que criticaram a falta de criatividade e a monotonia do show de Veloso com o rei Roberto, o compositor de "Alegria, alegria" deu uma de Reinaldo Azevedo.
Assim como o capataz da Veja, chamado de [Rei] pelos seus leitores, Caetano disparou: "Escrevo isso só para mostrar aos que comentaram as críticas hilárias da província paulistana que também li e que fiquei com pena dos dois fanfarrões que não sabem nem escrever. O do Estadão então é inacreditável. Como é que qualquer editor deixa sair um texto com tantos erros de português, tantas redundâncias e obscuridades, tamanha incapacidade de articular pensamentos? A da Folha não sabe pensar mas exprime de forma primária esse seu não-saber", diz um dos trechos do texto "Marginal Pinheiros", no blog http://www.obraemprogresso.com.br/
Não assisti ao show e imagino que se a dupla não homenagear a bossa nova em praça pública, sem cadastramentos prévios e ingressos impagáveis, não assistirei.
Mas imagino, mesmo tendo pés atrás com os críticos da grande (de grana e poder) imprensa, que o espetáculo não tenha sido um espetáculo.
Já acho estranho colocar Roberto Carlos para cantar bossa nova. Mais bizarro é colocar Robertão, que aos 67, é (ou se vê) mais importante do que a própria bossa. Além disso, faz tempo que o rei não inova. Tenho até dúvidas se a Globo não repete o mesmo especial dele há anos.
Também acredito que Caetano tenha se emocionado ao cantar "Caminho de Pedra" e "O que Tinha de Ser". Mas como já disse e prova sua biografia, Veloso foi realmente lapidado pela bossa ( não só ela). Mas estranho é esse contra-ataque ríspido.
E não vejo Caetano defendendo Roberto, vejo em seu texto, a defesa do show em si, o formato, o conceito, como se Roberto/Caetano tivessem acabado de igualar os Doces Bárbaros, no Canecão. Não igualou.
Caetano Veloso e Roberto Carlos foram contratados pelo banco Itaú e homenagearam Tom, João, Carlinhos, Nara e toda a bossa por muito dinheiro. Prestaram serviço e devem até ter passado nota para trabalhar em uma festa para a elite (provinciana) paulistana e a (incrivelmente progressista moderna e descolada) carioca.
O funcionário Caetano soou pelego em sua resposta. Pois nem o próprio Itáu moveu-se para discordar.
Os críticos gostam mesmo de meter o pau nos dinossauros da música brasileira. Isso não é novidade para ninguém, muito menos para Caetano Veloso.
Caê responder aos "jornalistas culturais" também já está ficando mais batido que cantor de pagode decadente que vira sucesso gospel.
Mas dessa vez o artista inovou nas rebatidas. Diante das matérias feitas pelos repórteres Sylvia Colombo, da Folha e Jotabê Medeiros, do Estadão, que criticaram a falta de criatividade e a monotonia do show de Veloso com o rei Roberto, o compositor de "Alegria, alegria" deu uma de Reinaldo Azevedo.
Assim como o capataz da Veja, chamado de [Rei] pelos seus leitores, Caetano disparou: "Escrevo isso só para mostrar aos que comentaram as críticas hilárias da província paulistana que também li e que fiquei com pena dos dois fanfarrões que não sabem nem escrever. O do Estadão então é inacreditável. Como é que qualquer editor deixa sair um texto com tantos erros de português, tantas redundâncias e obscuridades, tamanha incapacidade de articular pensamentos? A da Folha não sabe pensar mas exprime de forma primária esse seu não-saber", diz um dos trechos do texto "Marginal Pinheiros", no blog http://www.obraemprogresso.com.br/
Não assisti ao show e imagino que se a dupla não homenagear a bossa nova em praça pública, sem cadastramentos prévios e ingressos impagáveis, não assistirei.
Mas imagino, mesmo tendo pés atrás com os críticos da grande (de grana e poder) imprensa, que o espetáculo não tenha sido um espetáculo.
Já acho estranho colocar Roberto Carlos para cantar bossa nova. Mais bizarro é colocar Robertão, que aos 67, é (ou se vê) mais importante do que a própria bossa. Além disso, faz tempo que o rei não inova. Tenho até dúvidas se a Globo não repete o mesmo especial dele há anos.
Também acredito que Caetano tenha se emocionado ao cantar "Caminho de Pedra" e "O que Tinha de Ser". Mas como já disse e prova sua biografia, Veloso foi realmente lapidado pela bossa ( não só ela). Mas estranho é esse contra-ataque ríspido.
E não vejo Caetano defendendo Roberto, vejo em seu texto, a defesa do show em si, o formato, o conceito, como se Roberto/Caetano tivessem acabado de igualar os Doces Bárbaros, no Canecão. Não igualou.
Caetano Veloso e Roberto Carlos foram contratados pelo banco Itaú e homenagearam Tom, João, Carlinhos, Nara e toda a bossa por muito dinheiro. Prestaram serviço e devem até ter passado nota para trabalhar em uma festa para a elite (provinciana) paulistana e a (incrivelmente progressista moderna e descolada) carioca.
O funcionário Caetano soou pelego em sua resposta. Pois nem o próprio Itáu moveu-se para discordar.
Marcadores:
Bossa Nova,
Caetano Veloso,
crítica musical,
elite,
Jornalismo,
MPB,
música,
reclamação,
Roberto Carlos
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Confabulações midiáticas sobre o caso Isabella (Janela)
por Vilauba Herrera
- Com o aumento de 40% de televisores ligados para acompanhar a cobertura do caso, as emissoras de TV tentam usar até os ossos do evento para garantir mais telespectadores e anunciantes indignados. A Record na briga pela "exclusividade" com a Globo, chegou a fazer uma matéria sobre sua própria cobertura do caso. Os jornalistas se entrevistavam, explicando onde estavam quando o promotor chegou ao fórum, como conseguiram fazer uma pergunta ao Nardoni-pai em meio ao tumulto de policiais, jornalistas, fotógrafos e desocupados que se acotovelavam na frente das delegacias e o escambau.
- Enquanto a Record (Universal do Reino de Deus) fez uma auto-matéria, a Globo (Católica apostólica Romana) se deu melhor, já que os acusados, Nardoni-filho, Jatobá-madrasta e Anna Carolina-mãe, deram entrevistas exclusivas para Walmir Salaro e Patricia Poeta. Além disso, Anna Carolina-mãe virou devota de padre-cantor-ator e estudante de jornalismo, Marcelo Rossi.
- Como jornalista, admiro as investigações feitas por repórteres, suas fontes, malandragens e tudo mais. O que não entendo e o caso Isabella (Janela) é a divulgação sem controle de informações de um caso que ainda não foi concluído. Acho importante a descoberta e divulgação dos fatos para o público, essa é a função da profissão. Mas acho perigoso o modo descontrolado como a imprensa derrama informações pouco precisas, suposições, especulações. O promotor, advogados, delegados, irmã do Nardoni-filho, de apenas 20 anos, estudante de direito, dando uma série de entrevistas, como se estivessem com o resultado das investigações na mão.
- E os discretos helicópteros colocados em cima do enterro de Isabella, como se fosse um show de rock. Ou será que isso era só um capítulo fúnebre de um novo Big Brother.
- Com o aumento de 40% de televisores ligados para acompanhar a cobertura do caso, as emissoras de TV tentam usar até os ossos do evento para garantir mais telespectadores e anunciantes indignados. A Record na briga pela "exclusividade" com a Globo, chegou a fazer uma matéria sobre sua própria cobertura do caso. Os jornalistas se entrevistavam, explicando onde estavam quando o promotor chegou ao fórum, como conseguiram fazer uma pergunta ao Nardoni-pai em meio ao tumulto de policiais, jornalistas, fotógrafos e desocupados que se acotovelavam na frente das delegacias e o escambau.
- Enquanto a Record (Universal do Reino de Deus) fez uma auto-matéria, a Globo (Católica apostólica Romana) se deu melhor, já que os acusados, Nardoni-filho, Jatobá-madrasta e Anna Carolina-mãe, deram entrevistas exclusivas para Walmir Salaro e Patricia Poeta. Além disso, Anna Carolina-mãe virou devota de padre-cantor-ator e estudante de jornalismo, Marcelo Rossi.
- Como jornalista, admiro as investigações feitas por repórteres, suas fontes, malandragens e tudo mais. O que não entendo e o caso Isabella (Janela) é a divulgação sem controle de informações de um caso que ainda não foi concluído. Acho importante a descoberta e divulgação dos fatos para o público, essa é a função da profissão. Mas acho perigoso o modo descontrolado como a imprensa derrama informações pouco precisas, suposições, especulações. O promotor, advogados, delegados, irmã do Nardoni-filho, de apenas 20 anos, estudante de direito, dando uma série de entrevistas, como se estivessem com o resultado das investigações na mão.
- E os discretos helicópteros colocados em cima do enterro de Isabella, como se fosse um show de rock. Ou será que isso era só um capítulo fúnebre de um novo Big Brother.
Marcadores:
Capitalismo,
disputa,
Globo,
Jornalismo,
mídia,
Record,
sensacionalismo
domingo, 5 de agosto de 2007
"Vão brincar na p..." - um conto popular
Adaptação Vilauba Herrera
Em uma redação de um jornal, os direitos trabalhistas eram mais maleáveis que uma folha de papel e os funcionários viviam sob o mal-humor e frustrações da chefia.
Era um dia comum, os funcionários produziam. Computadores ligados. Bocejos, televisões ligadas em diferentes canais produziam um zumbido estranho, mas comum naquele ambiente de silêncio extinto.
Era para ser uma noite comum. Porém, em meio a rotina entediante, sacrificante daquele lugar, uma simples brincadeira poderia causar risadas tranquilizadores para alguns, como também choros raivosos e extravagantes em outros. E foi isso que aconteceu.
Gritos de um lado, gargalhadas contidas em outro, soluços, correria, ameaças. Até a periodicidade do jornal foi posta em xeque, devido aquela pequena peça armada para deixar o ambiente mais agradável.
Mas a balbúrdia não seria tolerada.
A cúpula reuniu-se na sala principal. Gestos exaltados, mãos na cabeça, risos contidos, sinais de negação, fim. A decisão estava tomada. Editores foram chamados e entraram aos poucos na pequena sala da direção.
- Entrem.
Todos estavam calados, cabeças abaixadas, olhando para dois dos chefes do Periódico. O esporro começou, sem meias palavras. A dupla-chefe revezava-se nas palavras.
Cicrano - Aqui nao é lugar de brincadeira.
Fulano - Sim, acabou a graça, agora é só na seriedade.
Cicrano - É.
Cicrano - Quer brincar, vão brincar na puta que pariu...
Cicrano - Aqui não.
Fulano - Sim, quer ir para a puta que pariu brincar, use suas férias para isso...
Fulano - AQUI Não!!!
Cicrano - Quer ir pra puta que pariu brincar, use as folgas que nós não damos a vocês.
Fulano - Quer ir para a puta que pariu brincar, use seu salário. Aqui nós só bancamos para vocês se foderem. Se foder sim, ir para a puta que pariu, daí não.
Cicrano - Só pode ir pra puta que pariu se não for pra brincar...
Cicrano - Vai só se for pra se foder.
Fulano - Para se foder, nós damos uma requisição até, mas tem que ir com fotógrafo!!
Cicrano - Porque vocês sao abusados até na hora de se foder...
Cicrano - Usam as requisições pra ir em outros lugares, tipo pra puta que pariu.
Fulano - Isso é um absurdo, Se foder é coisa séria, ir para a puta que o pariu, não.
Cicrano - Ir pra puta que pariu é coisa de quem so quer saber de brincar...
Cicrano - E eu ja falei que aqui nao é lugar de brincar...
Cicrano - Só se for de boneca.
Obs: A história toda parece absurda, não, ela é absurda. Mas é baseada em fatos reais ( e surreais, diziam alguns contemporâneos do ocorrido)
Em uma redação de um jornal, os direitos trabalhistas eram mais maleáveis que uma folha de papel e os funcionários viviam sob o mal-humor e frustrações da chefia.
Era um dia comum, os funcionários produziam. Computadores ligados. Bocejos, televisões ligadas em diferentes canais produziam um zumbido estranho, mas comum naquele ambiente de silêncio extinto.
Era para ser uma noite comum. Porém, em meio a rotina entediante, sacrificante daquele lugar, uma simples brincadeira poderia causar risadas tranquilizadores para alguns, como também choros raivosos e extravagantes em outros. E foi isso que aconteceu.
Gritos de um lado, gargalhadas contidas em outro, soluços, correria, ameaças. Até a periodicidade do jornal foi posta em xeque, devido aquela pequena peça armada para deixar o ambiente mais agradável.
Mas a balbúrdia não seria tolerada.
A cúpula reuniu-se na sala principal. Gestos exaltados, mãos na cabeça, risos contidos, sinais de negação, fim. A decisão estava tomada. Editores foram chamados e entraram aos poucos na pequena sala da direção.
- Entrem.
Todos estavam calados, cabeças abaixadas, olhando para dois dos chefes do Periódico. O esporro começou, sem meias palavras. A dupla-chefe revezava-se nas palavras.
Cicrano - Aqui nao é lugar de brincadeira.
Fulano - Sim, acabou a graça, agora é só na seriedade.
Cicrano - É.
Cicrano - Quer brincar, vão brincar na puta que pariu...
Cicrano - Aqui não.
Fulano - Sim, quer ir para a puta que pariu brincar, use suas férias para isso...
Fulano - AQUI Não!!!
Cicrano - Quer ir pra puta que pariu brincar, use as folgas que nós não damos a vocês.
Fulano - Quer ir para a puta que pariu brincar, use seu salário. Aqui nós só bancamos para vocês se foderem. Se foder sim, ir para a puta que pariu, daí não.
Cicrano - Só pode ir pra puta que pariu se não for pra brincar...
Cicrano - Vai só se for pra se foder.
Fulano - Para se foder, nós damos uma requisição até, mas tem que ir com fotógrafo!!
Cicrano - Porque vocês sao abusados até na hora de se foder...
Cicrano - Usam as requisições pra ir em outros lugares, tipo pra puta que pariu.
Fulano - Isso é um absurdo, Se foder é coisa séria, ir para a puta que o pariu, não.
Cicrano - Ir pra puta que pariu é coisa de quem so quer saber de brincar...
Cicrano - E eu ja falei que aqui nao é lugar de brincar...
Cicrano - Só se for de boneca.
Obs: A história toda parece absurda, não, ela é absurda. Mas é baseada em fatos reais ( e surreais, diziam alguns contemporâneos do ocorrido)
Marcadores:
bizarrices,
contos,
histórias,
humor,
Jornalismo,
mídia,
realidade
Assinar:
Postagens (Atom)