Fulano possui sobrenome tradicional e uma fábrica tradicional de tecidos. Fulano é rico_ produz e vende toneladas de tecido por temporada. Cinco dessas toneladas são de sobras. Resto que, durante anos e anos ele jogou fora, poluindo o ambiente.
Após depositar milhares de quilos de pedaços de pano pelo mundo, Fulano soube da nova onda do momento: um mundo sustentável. Um planeta mais limpo para seus filhos e netos. Sim. Isso o animou. Mas o que o deixou mais contente foi a possibilidade de ganhar ainda mais dinheiro. Como?
Ajudar o planeta a ser menos sujo é legal, mas para Fulano, fazer isso gastando mais e ganhando menos não vale. Essa é a regra dele e e de todos os outros fulanos donos dos meios de produção.
Fulano gasta $ para pegar as sobras e formar novos quilometros de tecido, que, detalhe, possui qualidade inferior ao pano não reciclado. Porém, esse tecido "meia-boca" valerá 3x mais.
É vintage, é cool, é moderno, é up, é high, é sustentável...
É assim que o empresariado faz a sua parte.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Bradesco lucra, mas desconta
por Vilauba Herrera
E o Bradesco, maior instituição privada do Brasil, apresentou seus lucros entre janeiro a setembro de 2007. A bagatela de R$ 5,817 bilhões. Um crescimento de 73,6% em relação ao ano passado. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, o motivo do salto nas contas da empresa, foi o aumento da carteira de crédito. Mais 27% em relação a 2006.
Isso quer dizer que enquanto você se endivida para financiar o seu Palio 1000, o Banco Brasileiro de Descontos, fundado em 1943, na cidade de Marília, vai enchendo os bolsos.
"O aumento do lucro do banco é reflexo do empenho e da dedicação dos funcionários que têm se desdobrado para superar o sufoco nas agências e departamentos decorrente das condições inadequadas de trabalho e da falta de pessoal", diz, no site do Sindicato, a secretária-geral Juvandia Moreira.
A afirmação de Juvandia condiz com o que vejo na "firma" onde trabalho. Parceira do Bradesco, a empresa possui uma pequena agência em suas dependências. Quem trabalha lá, com carteira assinada, é obrigado a ter uma conta no Banco dos Descontos.
A agência está sempre cheia. Muitos funcionários organizando suas vidas; empréstimos, financiamentos, planos de previdência e o escambau.
Mas quando a agência esvazia, o Bradescão não pára. Rapidamente, como se estivessem passaeando e revendo amigos e colegas de trabalho, funcionários (as) do banco adentram as salas para bater papo e... oferecer "mais um empréstimo com juros baixos", "Ei, não é você que fez um empréstimo comigo mês passado, não quer fazer outro?" e sorri, alegre, enquanto um funcionário envergonhado responde com uma esticada de lábios. São os planos e metas da empresa. Quem conseguir mais reféns, ops, clientes, leva no final do mês. É uma empresa justa.
Mas não é bem assim. "Os bancários merecem ser valorizados por todo esse esforço, com o Bradesco atendendo às reivindicações específicas que encaminhamos à empresa, como o auxílio-educação aos funcionários". Sim, a secretária-geral do Sindicato revela. O Bradesco e seus mais de R$ 5 bilhões, não dá apoio financeiro aos seus funcionários para que paguem a educação dos filhos.
O Banco dos Descontos, ao invés de investir na educação, prefere gastar um caraminguá no programa estorno zero. Esse sistema ameaça os caixas que erram nas operações, de demissão.
Sim, o banco não paga o ensino, mas pune quem erra, talvez pela falta de ensino. E assim , o Bradesco vai descontando em seus clientes e funcionários, enquanto goza os frutos de um trabalho voltado ao desenvolvimento do país.
E o Bradesco, maior instituição privada do Brasil, apresentou seus lucros entre janeiro a setembro de 2007. A bagatela de R$ 5,817 bilhões. Um crescimento de 73,6% em relação ao ano passado. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, o motivo do salto nas contas da empresa, foi o aumento da carteira de crédito. Mais 27% em relação a 2006.
Isso quer dizer que enquanto você se endivida para financiar o seu Palio 1000, o Banco Brasileiro de Descontos, fundado em 1943, na cidade de Marília, vai enchendo os bolsos.
"O aumento do lucro do banco é reflexo do empenho e da dedicação dos funcionários que têm se desdobrado para superar o sufoco nas agências e departamentos decorrente das condições inadequadas de trabalho e da falta de pessoal", diz, no site do Sindicato, a secretária-geral Juvandia Moreira.
A afirmação de Juvandia condiz com o que vejo na "firma" onde trabalho. Parceira do Bradesco, a empresa possui uma pequena agência em suas dependências. Quem trabalha lá, com carteira assinada, é obrigado a ter uma conta no Banco dos Descontos.
A agência está sempre cheia. Muitos funcionários organizando suas vidas; empréstimos, financiamentos, planos de previdência e o escambau.
Mas quando a agência esvazia, o Bradescão não pára. Rapidamente, como se estivessem passaeando e revendo amigos e colegas de trabalho, funcionários (as) do banco adentram as salas para bater papo e... oferecer "mais um empréstimo com juros baixos", "Ei, não é você que fez um empréstimo comigo mês passado, não quer fazer outro?" e sorri, alegre, enquanto um funcionário envergonhado responde com uma esticada de lábios. São os planos e metas da empresa. Quem conseguir mais reféns, ops, clientes, leva no final do mês. É uma empresa justa.
Mas não é bem assim. "Os bancários merecem ser valorizados por todo esse esforço, com o Bradesco atendendo às reivindicações específicas que encaminhamos à empresa, como o auxílio-educação aos funcionários". Sim, a secretária-geral do Sindicato revela. O Bradesco e seus mais de R$ 5 bilhões, não dá apoio financeiro aos seus funcionários para que paguem a educação dos filhos.
O Banco dos Descontos, ao invés de investir na educação, prefere gastar um caraminguá no programa estorno zero. Esse sistema ameaça os caixas que erram nas operações, de demissão.
Sim, o banco não paga o ensino, mas pune quem erra, talvez pela falta de ensino. E assim , o Bradesco vai descontando em seus clientes e funcionários, enquanto goza os frutos de um trabalho voltado ao desenvolvimento do país.
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