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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Futebol e Política

por Lucas Marchesini

Uma pesquisa interessante a ser feita pelo IBOPE, Datafolha ou IBGE seria a seguinte: Quanto por cento da população brasileira sabe que Renan foi absolvido hoje em um segundo processo de cassação? E quantos brasileiros sabem sobre o mensalão tucano? Finalmente, quantos dos entrevistados ouviram sobre o rebaixamento do Corinthians?

Praticamente todos saberiam que o segundo clube mais popular do Brasil foi para a segunda divisão nacional. Claro, a Globo fez uma grande reportagem e falou disso até no fantástico. A segunda absolvição do ex-presidente do senado não teve e não terá essa cobertura. Muito menos o mensalão tucano que já até fez ministro renunciar (Walfrido Mares Guias, relações Institucionais).

Os veículos de comunicação diriam que elas são vitimas do capitalismo. Procuram o lucro e o lucro vem com o ibope para televisões,em tiragem para jornais, etc... logo eles devem falar sobre o que o publico quer ouvir. E o Brasil é o país do futebol, logo a equação é simples. O público diria simplesmente que não sabia por que os meios de comunicação não abordaram o tema, logo eles não tinham acesso à informação.

Nesse círculo vicioso o povo continua adormecido, a maioria dos veículos de comunicação alienantes, o Corinthians na segunda divisão, os políticos corruptos impunes e o Brasil na merda.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Transporte público é uma piada


por Vilauba Herrera


A notícia não é nova, mas problemas velhos continuam problemas.


O prefeito Gilberto kassab (DEM), eleito pelo....PSDB, aprovou a lei que estampa diversas marcas de grandes corporações, com sorrisos brancos de globais e modelos peitudas e musculosos.

Pela concessão do espaço, "o governo estima que possa arrecadar até R$ 150 milhões por ano", diz matéria da Folha de S.Paulo, que emenda, "Kassab afirmou que o dinheiro será usado para começar a enterrar fios e cabos."


Mas por que Kassab não coloca outra coisa no ponto de ônibus. As linhas que passam no local e seus respectivos horários.


Por que Kassab, que chamou um de vagabundo, na frente das câmeras, não peita os empresários do transporte?? Pode ser em reunião fechada, mesmo. Exige que os caras cumpram o horário, que os ônibus tenham conforto, que os motoristas não corram, que repassem os lucros aos funcionários das viações.....


Enterrar fios e cabos é fácil. Eu quero ver é enterrar os desmandos e a falta de caráter desses comerciantes, que agora querem, com a aprovação da prefeitura, diminuir o número de bancos nos ônibus. A população vai pagar R$ 2,30 para ficar em pé durante 1h, espremidos, até chegar aos seus trabalhos.


Ah, mas tem o bilhete único...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Bradesco lucra, mas desconta

por Vilauba Herrera

E o Bradesco, maior instituição privada do Brasil, apresentou seus lucros entre janeiro a setembro de 2007. A bagatela de R$ 5,817 bilhões. Um crescimento de 73,6% em relação ao ano passado. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, o motivo do salto nas contas da empresa, foi o aumento da carteira de crédito. Mais 27% em relação a 2006.
Isso quer dizer que enquanto você se endivida para financiar o seu Palio 1000, o Banco Brasileiro de Descontos, fundado em 1943, na cidade de Marília, vai enchendo os bolsos.

"O aumento do lucro do banco é reflexo do empenho e da dedicação dos funcionários que têm se desdobrado para superar o sufoco nas agências e departamentos decorrente das condições inadequadas de trabalho e da falta de pessoal", diz, no site do Sindicato, a secretária-geral Juvandia Moreira.

A afirmação de Juvandia condiz com o que vejo na "firma" onde trabalho. Parceira do Bradesco, a empresa possui uma pequena agência em suas dependências. Quem trabalha lá, com carteira assinada, é obrigado a ter uma conta no Banco dos Descontos.

A agência está sempre cheia. Muitos funcionários organizando suas vidas; empréstimos, financiamentos, planos de previdência e o escambau.

Mas quando a agência esvazia, o Bradescão não pára. Rapidamente, como se estivessem passaeando e revendo amigos e colegas de trabalho, funcionários (as) do banco adentram as salas para bater papo e... oferecer "mais um empréstimo com juros baixos", "Ei, não é você que fez um empréstimo comigo mês passado, não quer fazer outro?" e sorri, alegre, enquanto um funcionário envergonhado responde com uma esticada de lábios. São os planos e metas da empresa. Quem conseguir mais reféns, ops, clientes, leva no final do mês. É uma empresa justa.

Mas não é bem assim. "Os bancários merecem ser valorizados por todo esse esforço, com o Bradesco atendendo às reivindicações específicas que encaminhamos à empresa, como o auxílio-educação aos funcionários". Sim, a secretária-geral do Sindicato revela. O Bradesco e seus mais de R$ 5 bilhões, não dá apoio financeiro aos seus funcionários para que paguem a educação dos filhos.

O Banco dos Descontos, ao invés de investir na educação, prefere gastar um caraminguá no programa estorno zero. Esse sistema ameaça os caixas que erram nas operações, de demissão.

Sim, o banco não paga o ensino, mas pune quem erra, talvez pela falta de ensino. E assim , o Bradesco vai descontando em seus clientes e funcionários, enquanto goza os frutos de um trabalho voltado ao desenvolvimento do país.