por Vilauba Herrera
O fantasma reacionário voltou e com força total. Nada mais perverso do que a mídia para financiar a alienação, a ignorância e a violência.
Desde a morte do velho Azul Marinho, em 2003, a Globo, chefiada pelos filhos do hômi, iniciaram um lenta e gradual abertura de idéias, diversificação de programas e investimento em produções culturais e não tanto comerciais e de baixo nível. Não, a Globo não virou uma TV educativa e está há "milanos" disso. Não esqueci das novelas, do Faustão, do Bonner, da Fátima, do Galvão...etc. Repito, uma lenta e gradual abertura, assim como eles defenderam há 29 anos atrás.
Cito alguns artigos sobre a legalização das drogas no jornal O Globo, entrevistas pertinentes na revista Época ( com a ex-juíza Maria Lúcia Karam e com o escritor Misha Glenny ) e produções como Hoje é dia de Maria e afins.
Porém, cinco anos depois, "tudo" vem abaixo. Com o crescimento da Record, que chupou as idéias globais da década de 80 e 90, refazendo novelas toscas, jornalismo sensacionalista e programas de auditório bizarros (piores que os do Silvio), a emissora carioca mudou novamente sua postura.
Ao invés de usar seu poder para elevar o nível do diálogo com o público (santa ingenuidade, Batman!!), a Globo volta a apelar para absurdos no intuito de fazer a população pobre mudar de canal ( 5, 5, aperta o 5).
Palhaçadas como a briga por audiência no caso Isabella+Janela. As milhares de entrevistas exclusivas como promotores e advogados, que especulavam situações muito antes das investigações acontecerem. os jornais instigando a população a sair de suas casas para ficar parada na frente da delegacia, xingando os acusados e aparecendo nas câmeras.
A nova bizarrice global foi o reality show de um moleque idiota inglês, apresentado pelo Fantástico. No Venenodubem, o comentário sobre o programa, sim, está fantástico.
Lembrando que emissoras de rádio e TV são concessões públicas!!!! Ninguém precisa assistir qualquer porcaria ou simplesmente desligar a televisão. Criticar e buscar melhorias na programação não é censura. Isso é papo de "dono"de emissora e publicitário.
O compromisso das emissoras é cada vez mais descarado pelo lucro e não pela informação bem transmitida.
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
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domingo, 18 de maio de 2008
Domingo eu quero ver....
por Vilauba HerreraHoje, o Domingão do Faustão, autor de pérolas como o Latininho, Sushi erótico e uma série de quadros de alta qualidade e divertimento, como video-cacetadas (antiquíssimas), dança dos famosos e arquivos confidenciais, completou 1000 programas.
São quase 20 anos de "Oh loucos", "Mais do que nuncas" e "Quem sabe faz ao vivo", que apresentam a decadência, preguiça, sadismo e picaretagem da TV Brasileira. E o pior é que o programa, apesar de algumas instabilidades, causadas pelos competitivos Gugu e Raul Gil, mantém uma audiência enorme.
Nessas horas, percebo que a televisçao vicia. tenho certeza que assistir Domingão do Faustão é o álcool, a cocaína de milhões de aposentados, trabalhadores e trabalhadoras, que poucas horas depois, estarão em seus empregos, em mais uma segunda-feira dura, repleta de ônibus lotados, trens suados, patrões irritados e salários perfurados.
Mais vergonhoso é o presidente da República, em mais um momento de populismo barato e desnecessário, colocar sua cara na tela para felicitar a marca obtida pelo rechonchudo e sem graça apresentador.
Desgraças televisivas não são produzidas apenas no Brasil. Programas como o do Faustão são projetos norte-americanos, fato. Mas neste domingo, não há nada mais negativamente emblemático neste país, do que a festa pelos 20 anos do "Domingão".
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Confabulações midiáticas sobre o caso Isabella (Janela)
por Vilauba Herrera
- Com o aumento de 40% de televisores ligados para acompanhar a cobertura do caso, as emissoras de TV tentam usar até os ossos do evento para garantir mais telespectadores e anunciantes indignados. A Record na briga pela "exclusividade" com a Globo, chegou a fazer uma matéria sobre sua própria cobertura do caso. Os jornalistas se entrevistavam, explicando onde estavam quando o promotor chegou ao fórum, como conseguiram fazer uma pergunta ao Nardoni-pai em meio ao tumulto de policiais, jornalistas, fotógrafos e desocupados que se acotovelavam na frente das delegacias e o escambau.
- Enquanto a Record (Universal do Reino de Deus) fez uma auto-matéria, a Globo (Católica apostólica Romana) se deu melhor, já que os acusados, Nardoni-filho, Jatobá-madrasta e Anna Carolina-mãe, deram entrevistas exclusivas para Walmir Salaro e Patricia Poeta. Além disso, Anna Carolina-mãe virou devota de padre-cantor-ator e estudante de jornalismo, Marcelo Rossi.
- Como jornalista, admiro as investigações feitas por repórteres, suas fontes, malandragens e tudo mais. O que não entendo e o caso Isabella (Janela) é a divulgação sem controle de informações de um caso que ainda não foi concluído. Acho importante a descoberta e divulgação dos fatos para o público, essa é a função da profissão. Mas acho perigoso o modo descontrolado como a imprensa derrama informações pouco precisas, suposições, especulações. O promotor, advogados, delegados, irmã do Nardoni-filho, de apenas 20 anos, estudante de direito, dando uma série de entrevistas, como se estivessem com o resultado das investigações na mão.
- E os discretos helicópteros colocados em cima do enterro de Isabella, como se fosse um show de rock. Ou será que isso era só um capítulo fúnebre de um novo Big Brother.
- Com o aumento de 40% de televisores ligados para acompanhar a cobertura do caso, as emissoras de TV tentam usar até os ossos do evento para garantir mais telespectadores e anunciantes indignados. A Record na briga pela "exclusividade" com a Globo, chegou a fazer uma matéria sobre sua própria cobertura do caso. Os jornalistas se entrevistavam, explicando onde estavam quando o promotor chegou ao fórum, como conseguiram fazer uma pergunta ao Nardoni-pai em meio ao tumulto de policiais, jornalistas, fotógrafos e desocupados que se acotovelavam na frente das delegacias e o escambau.
- Enquanto a Record (Universal do Reino de Deus) fez uma auto-matéria, a Globo (Católica apostólica Romana) se deu melhor, já que os acusados, Nardoni-filho, Jatobá-madrasta e Anna Carolina-mãe, deram entrevistas exclusivas para Walmir Salaro e Patricia Poeta. Além disso, Anna Carolina-mãe virou devota de padre-cantor-ator e estudante de jornalismo, Marcelo Rossi.
- Como jornalista, admiro as investigações feitas por repórteres, suas fontes, malandragens e tudo mais. O que não entendo e o caso Isabella (Janela) é a divulgação sem controle de informações de um caso que ainda não foi concluído. Acho importante a descoberta e divulgação dos fatos para o público, essa é a função da profissão. Mas acho perigoso o modo descontrolado como a imprensa derrama informações pouco precisas, suposições, especulações. O promotor, advogados, delegados, irmã do Nardoni-filho, de apenas 20 anos, estudante de direito, dando uma série de entrevistas, como se estivessem com o resultado das investigações na mão.
- E os discretos helicópteros colocados em cima do enterro de Isabella, como se fosse um show de rock. Ou será que isso era só um capítulo fúnebre de um novo Big Brother.
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