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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dois babacas no meio do caminho

Mais uma vez, a cambada reaça e corrupta que está infiltrada no Poder em São Paulo agiu. Faltando quatro dias para a Marcha da Maconha, o promotor Marcelo Barone pediu e o desembargador Di Rissio Barbosa assinou o papel que proibe, legalmente, o evento agendado para a Marquise do Ibirapuera.
Mas essa, com certeza, não foi a primeira babaquice do Barone. Vejam o que o rapaz já fez.

Na minha opinião, a Marcha deve ser feita, aprovada por um desembargador, ou não. É uma passeata pacífica e que defende uma debate, o que é permitido pela constituição brasileira.

babacas como a dupla ai em cima são resquícios dos tempos de ditadura que assolaram o país. Não sei a idade deles, mas se não forem contemporâneos, devem ser filhos, ou netos de patriotas à serviço da TFP, GLobo, CIA, Citybank...

ESCROTOS!!

ps: Mas também gostaria de saber onde estão os políticos e intelectuais, formadores de opinião que se escondem nesse momento. Não percebem eles, que esse debate é muito maior do que liberar a erva? E a politicada, cadê? nem espertos são, pois tenho certeza que na atual fase, um político que abraçar a causa irá receber centenas, milhares, milhões de votos.

Enfim...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Agora vai, ô se vai!


Domingo, dia 3 de maio, deixem a preguiça na cama, na rede, no chão, ou no ralo, após uma boa chuveirada. Será dia de exercitar a cidadania, dia de colocar a retórica para funcionar, dia de testar o gogó e defender a discussão sobre a legalização da Maconha.

Na marquise do Ibirapuera, às 14h, terá início a Marcha da Maconha. No Brasil. o evento também irá acontecer em mais 13 cidades brasileiras e em 200 pelo planeta. Em diversos lugares do mundo, a Marcha já é um sucesso. No Brasil é uma luta mesmo. No ano passado, a "Justiça", aquela que dá habeas corpus para ladrões e assassinos, proibiu a Marcha, sob alegação de apologia às drogas.
Essa é a hora em que desembargadores, advogados, juízes, políticos, empresários e traficantes dão as mãos. Todos a favor da proibição.

Bueno, então é isso. Domingo, vamos reunir as pessoas e as ideias para ajudar no debate.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marcha ré (2ª)

por Vilauba Herrera


Alguém me responda. Por que Marcha da Maconha não pode e Marcha para Jesus pode?

Por que Jesus, seus empresários e fãs podem parar o trânsito de São Paulo?

Por que o Apóstolo condenado por crimes de conspiração {a bispa está encarcerada) e contrabando pôde aparecer em um telão e tagarelar para o povaréu, incluindo o prefeito da cidade e a candidata ao cargo pelo PT?

Por que em 2009, o prefeito do DEM(os) já avisou que vai liberar o autódromo de Interlagos para o evento?

Se o problema é o nome, podemos, no ano que vem mudar o nome da marcha. Que tal Marcha pela brisa divina, ou então, Marcha para abrir a mente. Talvez o melhor seja jogar com a arma do inimigo. Marcha para Jesus... and Mary Chain. Assim, acho que rola.



---Jesus and Mary Chain---

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Documentários, comentários...



por Vilauba Herrera

Para quem gosta de documentários, as dicas são "Grass" e "Meu melhor inimigo", feitos, coincidentemente, no ano de 1999.

"Meu melhor inimigo" é um filme onde o cineasta alemão Werner Herzog conta a sua relação fora do comum com o ator Klaus Kinski. Completamente visceral, temperamental, agressivo, vaidoso, surpreendente, Kinski era quase indirigível. Quase, pois Werner Herzog o dirigiu em cinco filmes: Aguirre (1972), Woyzeck (1979), Nosferatu (1979), Fitzcarraldo (1982) e Cobra Verde (1987).
O filme tem imagens fantásticas de bastidores e mostram o ator, nascido na polônia, tendo reações coléricas, brigando com colegas de filmagens, com espectadores e com seu melhor inimigo, Herzog, é claro.


No segundo, o diretor Ron Mann conta a saga da canabis Sativa nos Estados Unidos. O filme, de 1999 e com narração do ator Woody Harrelson, é um espetáculo de imagens antigas, que mostram a guerra fascista dos estadunidenses contra a erva e, principalmente, algumas minorias que a rodeavam. Mexicanos, comunistas, artistas e indivíduos um pouco mais, digamos, progressistas, eram e são perseguidos pelo governo. O filme mostra a série de mentiras inescrupulosas, das mais elaboradas até as mais chinfrins, propagadas pelo Tio Sam. Mas "Grass" também mostra o quanto (nós, terra brasilis) estamos atrasados em relação a qualquer tipo de discussão sobre legalização das "drogas", mudança de costumes, moral e preconceitos. Bem atrasados.

(valeu Serjoto, valeu Xulas)