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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Obama e o escudo

"Uma das coisas que não mudaram foi a prioridade, protegeremos primeiro nossa casa, depois nossos militares e nossos aliados", disse James Cartwright, vice-presidente da Joint Chiefs of Staff, comissão que reúne os mais graduados das Forças Armadas americanas, durante a coletiva em que o governo dos EUA anunciou o "novo" plano antimísseis para a Europa.

Será que Cartwright quis dizer que a Europa é dos EUA. Quem serão os aliados? Tudo isso por causa do Irã? Antes, pelo menos, existia uma União Soviética, gigante e potente.
A divulgação do plano mostra que Barack Obama não conseguiu/quis infiltrar suas ideias e profissionais na política externa e bélica norte-americana.
Robert Gates, atual Secretário de Defesa, trabalhou com Bush Junior e suas políticas de ataque preventivo.

Obama estava lá e mostrou que as mudanças, pelo menos na questão militar, não passam da página três. "O plano é sustentado no compromisso dos Estados Unidos de defender os americanos e os aliados da Otan da ameaça de mísseis balísticos. Um ataque a um é um ataque a todos", disse Obama, em discurso de filme hollywoodiano....tipo Guerras nas Estrelas, né.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Contra-ataque

por Vilauba Herrera

Finalmente, o revide.

Será que o "terrorista" será levado para Guantanamo? Abu Ghraib?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Piada pesada

por Vilauba Herrera

"Não estamos em 1968. A Rússia não pode fazer o que quiser, invadir um país e sair impune", declarou a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, em coletiva transmitida pela rede CNN nesta quarta-feira.

É brincadeira, né?

Para:
MÉXICO , ARGENTINA, CHILE, HAITI, NICARÁGUA, CHINA, CORÉIA, PANAMÁ, CHINA, FILIPINAS, CUBA, PORTO RICO, ILHA DE GUAM, ESPANHA, NICARÁGUA, ILHA DE SAMOA, HONDURAS, REPÚBLICA DOMINICANA, RÚSSIA, IUGOSLÁVIA, GUATEMALA, EL SALVADOR, IRÃ, GRÉCIA, VENEZUELA, EGITO, LÍBANO, CAMBOJA, ILHA DE GRANADA, BOLÍVIA, LIBÉRIA, IRAQUE, ARÁBIA SAUDITA, SOMÁLIA, ZAIRE, ALBÂNIA, COLÔMBIA, AFEGANISTÃO... não foi.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Não aceitem!!



por Vilauba Herrera

Paul McCartney e Ringo Star foram convidados pelo governo israelense para participar da comemoração do 60º aniversário do país, a ser comemorado em maio deste ano. Além do convite, foi junto um pedido de desculpas pela proibição, em 1965, da visita dos Beatles ao estado judeu. A pedido de perdão foi estendido para os familiares de John Lennon e George Harrison.

Na época, a alegação usada pelos políticos foi que que um show da banda que revolucinou a música mundial, poderia "perverter" a juventude israelense.
Um trecho da carta-desculpa diz: "Infelizmente, o Estado de Israel cancelou a apresentação no país devido à falta de orçamento e porque vários políticos do Knesset (o Parlamento israelense) acreditavam, na época, que sua apresentação poderia corromper as mentes da juventude israelense."
Sim, os Beatles ajudaram a subverter a mente de milhões de jovens ao redor do mundo. A carta tem toda razão.
"A Hard Days Night", "Revolver", Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e "Abbey Road", foram alguns dos discos que fizeram a cabeça da juventude. Essa juventude que lutou para tentar acabar com a filosofia bélica dos países dominantes, com as ordens obsoletas da igreja e do mercado.
O movimento foi derrotado, como é sabido. No entanto, centelhas de resistência ainda queimam mundo à fora. Sorte a nossa.
Com certeza essas centelhas existem também em Israel. No entanto, durante os 43 anos que separam a censura e o pedido de desculpas, o governo israelense demonstrou a ausência de influência da geração Rock/hippie/soul/black/freedom, na qual os garotos de Liverpool possuem grande importância.

Assassinato de milhares de Palestinos, invasão e roubo das terras dos palestinos, a recusa de um debate sobre a criação de um estado palestino e até a criação de um muro que separa os israelenses dos palestinos, bem ao estilo dos muros construídos nos guetos da Alemanha nazista.

Não, o estado de Israel não merece a presença e muito menos um show dos últimos integrantes dos Beatles. É uma questão de bom senso, de justiça e de solidariedade com um povo que é, há dezenas de anos, massacrado por este país financiado pelo dinheiro, pelas armas e pela crença daqueles que impediram a tentativa de um novo jeito de ver o sol nascer.