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domingo, 9 de março de 2008

Duelo de gerações

por Vilauba Herrera

A sua intolerância não me passa na garganta
Essa impáfia que borbulha embaixo dos dentes
A teoria frustrada camuflada de sacrossanta
Agradeço e dispenso essa tirania beneficente

Afrouxe essa corda ao redor da alma
Deixe soprar a realidade em seu peito
Não está errado, mas também não é perfeito

Cobra dos outros, as decisões arrependidas
Memórias são escudos para o fracasso futuro
Encapadas pelas gargalhadas aborrecidas
Que balançam os cabelos brancos e imaturos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Documentários, comentários...



por Vilauba Herrera

Para quem gosta de documentários, as dicas são "Grass" e "Meu melhor inimigo", feitos, coincidentemente, no ano de 1999.

"Meu melhor inimigo" é um filme onde o cineasta alemão Werner Herzog conta a sua relação fora do comum com o ator Klaus Kinski. Completamente visceral, temperamental, agressivo, vaidoso, surpreendente, Kinski era quase indirigível. Quase, pois Werner Herzog o dirigiu em cinco filmes: Aguirre (1972), Woyzeck (1979), Nosferatu (1979), Fitzcarraldo (1982) e Cobra Verde (1987).
O filme tem imagens fantásticas de bastidores e mostram o ator, nascido na polônia, tendo reações coléricas, brigando com colegas de filmagens, com espectadores e com seu melhor inimigo, Herzog, é claro.


No segundo, o diretor Ron Mann conta a saga da canabis Sativa nos Estados Unidos. O filme, de 1999 e com narração do ator Woody Harrelson, é um espetáculo de imagens antigas, que mostram a guerra fascista dos estadunidenses contra a erva e, principalmente, algumas minorias que a rodeavam. Mexicanos, comunistas, artistas e indivíduos um pouco mais, digamos, progressistas, eram e são perseguidos pelo governo. O filme mostra a série de mentiras inescrupulosas, das mais elaboradas até as mais chinfrins, propagadas pelo Tio Sam. Mas "Grass" também mostra o quanto (nós, terra brasilis) estamos atrasados em relação a qualquer tipo de discussão sobre legalização das "drogas", mudança de costumes, moral e preconceitos. Bem atrasados.

(valeu Serjoto, valeu Xulas)