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terça-feira, 28 de abril de 2009

Agora vai, ô se vai!


Domingo, dia 3 de maio, deixem a preguiça na cama, na rede, no chão, ou no ralo, após uma boa chuveirada. Será dia de exercitar a cidadania, dia de colocar a retórica para funcionar, dia de testar o gogó e defender a discussão sobre a legalização da Maconha.

Na marquise do Ibirapuera, às 14h, terá início a Marcha da Maconha. No Brasil. o evento também irá acontecer em mais 13 cidades brasileiras e em 200 pelo planeta. Em diversos lugares do mundo, a Marcha já é um sucesso. No Brasil é uma luta mesmo. No ano passado, a "Justiça", aquela que dá habeas corpus para ladrões e assassinos, proibiu a Marcha, sob alegação de apologia às drogas.
Essa é a hora em que desembargadores, advogados, juízes, políticos, empresários e traficantes dão as mãos. Todos a favor da proibição.

Bueno, então é isso. Domingo, vamos reunir as pessoas e as ideias para ajudar no debate.

sábado, 3 de maio de 2008

Marcha ré




por Vilauba Herrera



Conseguiram. Os cardeais dos bons costumes e defensores da tradição, família e ...ops, proibiram a realização da Marcha da Maconha.



A manifestação que ocorre em diversas cidades do planeta, entre hoje e amanhã, não poderá ser feita em diversas cidades brasileiras, entre elas, São Paulo, a nave-mãe, e Curitiba, a cidade-modelo. No Brasil democrático, próspero e moderno de Lula, está proibida a manifestação e qualquer tipo de discussão sobre o tema.



"A Polícia Militar do Estado de São Paulo esclarece que por decisão do Desembargador Ricardo Tucunduva, acatando mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público, fica proibido o movimento "Marcha para a Maconha" Programada para o dia 04 de maio de 2008 às 14h00, no Parque do Ibirapuera.
Em decorrência da decisão, a Polícia Militar solicita ampla divulgação dos órgãos de imprensa, para que as pessoas que tencionavam participar da marcha evitem o local", diz o comunicado da progressista e humana Polícia Militar de São Paulo.



Enquanto isso, em Montevidéu, capital do "agrário" Uruguai, de Tabaré Vázquez, "aderiu à iniciativa e discutirá o tema, com o evento sendo animado por grupos musicais e uma grande feira de artesanato", avisa Wálter Fanganiello Maierovitch, Juiz aposentado e articulista da Revista Carta Capital.


E no longínquo Canadá, a marcha aconteceu tranquilamente. Assassinos não assassinaram, os monstros não apareceram e a bolsa de valores não foi afetada.
foto: Reuters




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Documentários, comentários...



por Vilauba Herrera

Para quem gosta de documentários, as dicas são "Grass" e "Meu melhor inimigo", feitos, coincidentemente, no ano de 1999.

"Meu melhor inimigo" é um filme onde o cineasta alemão Werner Herzog conta a sua relação fora do comum com o ator Klaus Kinski. Completamente visceral, temperamental, agressivo, vaidoso, surpreendente, Kinski era quase indirigível. Quase, pois Werner Herzog o dirigiu em cinco filmes: Aguirre (1972), Woyzeck (1979), Nosferatu (1979), Fitzcarraldo (1982) e Cobra Verde (1987).
O filme tem imagens fantásticas de bastidores e mostram o ator, nascido na polônia, tendo reações coléricas, brigando com colegas de filmagens, com espectadores e com seu melhor inimigo, Herzog, é claro.


No segundo, o diretor Ron Mann conta a saga da canabis Sativa nos Estados Unidos. O filme, de 1999 e com narração do ator Woody Harrelson, é um espetáculo de imagens antigas, que mostram a guerra fascista dos estadunidenses contra a erva e, principalmente, algumas minorias que a rodeavam. Mexicanos, comunistas, artistas e indivíduos um pouco mais, digamos, progressistas, eram e são perseguidos pelo governo. O filme mostra a série de mentiras inescrupulosas, das mais elaboradas até as mais chinfrins, propagadas pelo Tio Sam. Mas "Grass" também mostra o quanto (nós, terra brasilis) estamos atrasados em relação a qualquer tipo de discussão sobre legalização das "drogas", mudança de costumes, moral e preconceitos. Bem atrasados.

(valeu Serjoto, valeu Xulas)

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

divagarinho e divagação

por Vilauba Herrera


Sentado no sofá, Pego uma idéia na mão
Aos poucos vou dichavando, até ficar bom
Esfrego o farelo da palma e derrubo tudo com calma
Passo a cola para não fugir, a hora de espreguiçar a alma


unzinho, fumo, banza, jadja, jererê, finório, do diabo, baurete, veneno do rato do gabiru, paranga, baseado, bagana, verdinho, dubom, manga-rosa, fininho, de cadeia, perna de grilo, dedo de gorila...


Cada um com seu codinome, cada qual ao seu estilo
escolha uma linha, ou desenrole algum caminho.
Sabedoria não é guerra, não bata sempre de frente
a trilha será longa, então plante sua semente