segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Forfait unyco

por Vilauba Herrera



O importante é aparecer, ver e ser visto, falem mal, mas falem de mim, coisa e tal. Esses ensinamentos de revista de fofocas e programas de celebridades que encantam milhares, mas que poucos conseguem utilizar para valer. Parte dessa minoria esteve no último domingo, no polêmico clássico entre São Paulo e Corinthians, no estádio do Morumbi.
Seguranças, muitos, modelos boazudas, maquiadas e com calças apertadas, desfilavam em frente ao camarote Unyco, isso , com Y. Na verdade, desfilavam em frente aos camarotes Unyco. Isso, o unyco não é único, existem dois ou três. Um ao lado do outro.
Do lado de fora, uma pequena muvuca tentava entrar de bicão, outra tentava apenas ver alguma coisa lá dentro, talvez um famoso.
Admito que a curiosidade também bateu à minha porta e, graças ao bom relacionamento de um companheiro de trabalho, adentrei ao movimentado recinto. Sabia que iria ver pilotos de F1, "socialaites", empresários do ramo de importação e exportação, música lounge, sofás italianos e aparelhos olfativos em pé...
A decepção foi a minha recepção.
Onde imaginava champã e cerveja belga, guaraná e água tônica quente, onde imaginei acepipes de camarão e lagosta malaia, milho cozido no espeto e mini cachorro quente (só pão com salsicha).
Ah, mas os aparelhos olfativos estavam em pé.


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