A vontade de escrever é grande. Mas a safadeza em não fazer é maior. Para não deixar o espaço sem par, ai vai um texto antigo, acho que aqui ainda inédito.
A12 Internacional/ Em meio aos templos derrubados
O texto do ditador é taxativo
Será feito sem dó nem piedade
O ataque é nuclear e preventivo
Vão procurar nos escombros a liberdade
Quando mexerem com a Faixa de Gaza
E lançarem seus gases venenosos
O Homem do povo fica e o Severino Vaza
Desses dias corruptos assombrosos
Fardados vêm em plena chacina
Avançam de raio laser e avião
Correm de volta para a faxina
Após a visita de um furacão
Ao contrário de um cidadão assíduo
Em baixa o Bush puxa
A um corrupto conspícuo
Sabujo de rabugice murcha
Viciados pela diabólica doutrina
Disfarçados em capa democrata
Beijam os pés de Ofélia e Katrina
Planejando o próximo tapa
texto feito com Daniel Fleming há tempos. Outros podem ser vistos aqui.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Texto velho. Lá de Campinas
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
cobertura para chuva
Chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas, chuvas...
Minha cobertura em uma redação pequena e de parcos recursos seria assim:
Cidades: Vão todos (4) para as ruas. Celulares ligados.
repórteres emprestados: 2 escutando rádios e 1 no twitter.
fechadores e editores: Olho no jornal-chefe (umas ligações para autoridades, vai. É bom esticar o braço um pouco, bando de horácios)
e tenho dito.
Minha cobertura em uma redação pequena e de parcos recursos seria assim:
Cidades: Vão todos (4) para as ruas. Celulares ligados.
repórteres emprestados: 2 escutando rádios e 1 no twitter.
fechadores e editores: Olho no jornal-chefe (umas ligações para autoridades, vai. É bom esticar o braço um pouco, bando de horácios)
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Visita de Mahmoud Ahmadinejad
E a tucanada faz de tudo para atingir Lula. Perderam de vez a mão. Não conseguiram aprender a ser oposição. A tática de fazer protesto contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad, do Irã.
Citando o holocausto de 60 e tantos anos atrás, os Tucanos e sua massa de manobra de memória estranha esquece de falar do atual holocausto, que o governo de Israel faz contra o povo palestino. Shimon Perez veio aqui e não vi manifestações contra o massacre contra os palestinos, o muro que criaram e separaram diversas familias, a discriminação, os abusos...
Estranho também é o partido da social DEMOCRACIA ser contra a visita de um chefe de estado ao Brasil.
Política não tem nada a ver com isso mesmo.
Citando o holocausto de 60 e tantos anos atrás, os Tucanos e sua massa de manobra de memória estranha esquece de falar do atual holocausto, que o governo de Israel faz contra o povo palestino. Shimon Perez veio aqui e não vi manifestações contra o massacre contra os palestinos, o muro que criaram e separaram diversas familias, a discriminação, os abusos...
Estranho também é o partido da social DEMOCRACIA ser contra a visita de um chefe de estado ao Brasil.
Política não tem nada a ver com isso mesmo.
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sábado, 14 de novembro de 2009
USP, Uniban e afins
O que pretende José Serra? O que espera de João Grandino Rodas, o segundo colocado, na reitoria da USP?
Pela (neutra) imprensa, que encheu o senhor Rodas, o segundo, de elogios, o que ele sabe mesmo é de Direito Internacional. É diretor da São Francisco, mas, assim como é praxe na politicagem brasileira, circulou por outras áreas, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Rodas, o II, não é economista. Segundo mídia, ele é formado em música, pela Faculdade de Música Sagrado Coração de Jesus, em letras, pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas, em educação e direito, ambas pela USP.
E a Uniban, heim? A Universidade que diz ser, ao mesmo tempo, conservadora e moderna, pois "no âmbito educacional preserva, cultiva e mantém, no todo, um rígido código disciplinar, sustentado por valores morais e éticos, fundamentais para que uma estrutura não se desintegre. Moderna porque, num mundo globalizado, está afinada com a tecnologia (e ...????)"
Para a Uniban, modernidade tem a ver somente com TV´s de LCD, Lap tops e carros de último tipo espalhados pelo estacionamento da instituição.
Salve José Serra, Paulo Renato, ProUni, Unibans, Unips, Ungs e todas aquelas universidades tão preocupadas com a educação brasileira!!!!
Pela (neutra) imprensa, que encheu o senhor Rodas, o segundo, de elogios, o que ele sabe mesmo é de Direito Internacional. É diretor da São Francisco, mas, assim como é praxe na politicagem brasileira, circulou por outras áreas, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Rodas, o II, não é economista. Segundo mídia, ele é formado em música, pela Faculdade de Música Sagrado Coração de Jesus, em letras, pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira dos Padres Jesuítas, em educação e direito, ambas pela USP.
E a Uniban, heim? A Universidade que diz ser, ao mesmo tempo, conservadora e moderna, pois "no âmbito educacional preserva, cultiva e mantém, no todo, um rígido código disciplinar, sustentado por valores morais e éticos, fundamentais para que uma estrutura não se desintegre. Moderna porque, num mundo globalizado, está afinada com a tecnologia (e ...????)"
Para a Uniban, modernidade tem a ver somente com TV´s de LCD, Lap tops e carros de último tipo espalhados pelo estacionamento da instituição.
Salve José Serra, Paulo Renato, ProUni, Unibans, Unips, Ungs e todas aquelas universidades tão preocupadas com a educação brasileira!!!!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ele era assim
Ele estava mais magro. As roupas brilhantes já não ficavam tão coladas em seu corpo. Mas em cima do palco a intensidade era a mesma. No dia 13 de julho, Michael Jackson ressurgiria para mostrar porque era (é) o Rei do Pop.No filme póstumo “This Is It”, de Kenny Ortega, não ficaremos sabendo de detalhes sobre a bagunçada e polêmica vida particular do artista, nem o que causou a sua morte, aos 50 anos, no dia 25 de junho, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Na obra, que ficará apenas duas semanas em cartaz nos cinemas do mundo inteiro, os fãs poderão matar a curiosidade e ver como um gênio da música trabalhava. A obra é baseada em quase cem horas de gravações dos ensaios que “MJ” e sua equipe faziam para as 50 apresentações no O2 Arena, em Londres, Inglaterra.
Antes de Wanna Be Startin’ Something, música que abriria o mega show, jovens dançarinos se emocionam ao comentar a chance em trabalhar com o inventor do “Moonwalk”. Mesmo quando Michael mostra-se inacreditavelmente acessível, dançarinos e músicos demonstram medo em chegar perto da estrela. Em seguida vem “Jam”, “Smooth Criminal”, “Thriller”, “Beat it”, “Black or White”, Billie Jean… hits atrás de hits.
“This Is It” seria uma turnê grandiosa. Não é à toa que a empresa organizadora do shows perdeu cerca de 350 milhões de dólares ( R$ milhões) com a tragédia. Em seu retorno, Michael não iria poupar em figurinos, dezenas de bailarinos, alta tecnologia, luzes e dúzias de efeitos especiais. Tudo na mais perfeita sincronia e perfeição. Como ele mesmo disse a sua equipe, o objetivo era levar o público para outro mundo, um lugar de paz e alegria. Nada mais pop. Mas tudo bem, foi ele que criou isso mesmo.
“This Is It” seria uma turnê grandiosa. Não é à toa que a empresa organizadora do shows perdeu cerca de 350 milhões de dólares ( R$ milhões) com a tragédia. Em seu retorno, Michael não iria poupar em figurinos, dezenas de bailarinos, alta tecnologia, luzes e dúzias de efeitos especiais. Tudo na mais perfeita sincronia e perfeição. Como ele mesmo disse a sua equipe, o objetivo era levar o público para outro mundo, um lugar de paz e alegria. Nada mais pop. Mas tudo bem, foi ele que criou isso mesmo.
(parte do texto foi publicado no jornal Agora SP de 29/10/2009)
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Kerouac

Pensei em escrever um perfil. Mas, Serjao alertou: "Todo mundo sabe quem ele foi e o que ele fez". Por isso, lembrei disso aqui.
Subi as escadas da estação de Abesses e sai em uma pequena praça, rodeada por plátanos, acho que eram plátanos, Tinha um carrossel, algumas crianças empilhadas nos bichos de plástico rodando e rodando. Sentamos em um banco, ao lado de uma mãe com seu carrinho e o bebê.
Marina deitou em meu colo. Era o meio da tarde, nossos pés já doíam, um calor insuportável. Faltavam algumas horas para pegarmos o ônibus para Amsterdam. Peguei o abridor vermelho e a garrafa que estava no compartimento de fora da mochila. O vinho branco estava meio quente. Demos risada. Estavamos ali em Montmartre e não tinha motivo algum para não beber aquele vinho morno. Marina tomou um pouco, em dois ou três, embarcou num sono leve. Encostei as costas no banco com cuidado. Era um tipo de banco duplo e do outro lado uma gorda descansava, justamente. Me lembrei da primeira frase que li, nas costas do livro: "Poupei cada centavo e então torrei tudo subitamente..."
Estava há cinco dias em Paris e era agosto e nos faltavam mais de 20 dias de viagem. Eu nem me lembrava disso ali, na praça. A cada gole, um sorriso inesperado. Aos poucos, o vinho fazia a sua função. As pessoas caminhavam normalmente e eu reparava em seus pés e eu ainda me questionava se aquilo era simples assim. E os cálculos? E as contas? O aluguel?
A mulher com o carrinho levantou e foi embora, acompanhei por alguns segundos, era o último gole. O último vinho em território francês. Ao fundo, uma banda de jazz formada por alguns senhores e uma senhora, de chapéu com uma flor.
A garrafa acabou, Marina abriu os olhos e desandei a falar. Aos poucos, ela deixou só de ouvir. Não precisariamos de muito dinheiro para viver bem por ali. Levantamos e fomos pegar as malas no hotel, na Rue Andre Gill.
Dias depois, em algum ponto da viagem, li:
"Dei uma caminhada por lá, começou a chover granizo em Pigalle, de repente o sol saiu em Rochechouart e descobri Montmartre. _ Eu soube então onde moraria se alguma vez retornasse a Paris. _ Carrosséis para crianças, mercados maravilhosos, tendas de hors d´oeuvres, lojas de vinho..." (Viajante Solitário, 1960)
Subi as escadas da estação de Abesses e sai em uma pequena praça, rodeada por plátanos, acho que eram plátanos, Tinha um carrossel, algumas crianças empilhadas nos bichos de plástico rodando e rodando. Sentamos em um banco, ao lado de uma mãe com seu carrinho e o bebê.
Marina deitou em meu colo. Era o meio da tarde, nossos pés já doíam, um calor insuportável. Faltavam algumas horas para pegarmos o ônibus para Amsterdam. Peguei o abridor vermelho e a garrafa que estava no compartimento de fora da mochila. O vinho branco estava meio quente. Demos risada. Estavamos ali em Montmartre e não tinha motivo algum para não beber aquele vinho morno. Marina tomou um pouco, em dois ou três, embarcou num sono leve. Encostei as costas no banco com cuidado. Era um tipo de banco duplo e do outro lado uma gorda descansava, justamente. Me lembrei da primeira frase que li, nas costas do livro: "Poupei cada centavo e então torrei tudo subitamente..."
Estava há cinco dias em Paris e era agosto e nos faltavam mais de 20 dias de viagem. Eu nem me lembrava disso ali, na praça. A cada gole, um sorriso inesperado. Aos poucos, o vinho fazia a sua função. As pessoas caminhavam normalmente e eu reparava em seus pés e eu ainda me questionava se aquilo era simples assim. E os cálculos? E as contas? O aluguel?
A mulher com o carrinho levantou e foi embora, acompanhei por alguns segundos, era o último gole. O último vinho em território francês. Ao fundo, uma banda de jazz formada por alguns senhores e uma senhora, de chapéu com uma flor.
A garrafa acabou, Marina abriu os olhos e desandei a falar. Aos poucos, ela deixou só de ouvir. Não precisariamos de muito dinheiro para viver bem por ali. Levantamos e fomos pegar as malas no hotel, na Rue Andre Gill.
Dias depois, em algum ponto da viagem, li:
"Dei uma caminhada por lá, começou a chover granizo em Pigalle, de repente o sol saiu em Rochechouart e descobri Montmartre. _ Eu soube então onde moraria se alguma vez retornasse a Paris. _ Carrosséis para crianças, mercados maravilhosos, tendas de hors d´oeuvres, lojas de vinho..." (Viajante Solitário, 1960)
Há 40 anos, morria Jack Kerouac, o pai da vagabundagem, dos viajantes, dos malucos e dos malditos.
O cara que fez a cabeça de Bob Dylan morreu na cidade de St, Petesburg, que apesar do nome meio russo, é na Flórida. E isso aconteceu bem no meio da guerra fria. Nada mais irônico, nada mais inconformado. nada mais beat.
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sábado, 17 de outubro de 2009
Um sábado de chuva serve pra tanta coisa.
trilha do filme Mod Squad, versão 99. Omar Epps, Giovanni Ribisi, Claire Danes... Diretor é Scott Silver.
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