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domingo, 12 de julho de 2015
terça-feira, 20 de abril de 2010
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A rua e(é)duca
O mais engraçado da greve na USP é que os mesmos professores que pedem aumento de 16%, são os que dão entrevistas para a imprensa, dizendo que a crise esta aí e que não é aconselhável aos patrões, fazerem reajustes salariais aos seus funcionários.
O motivo da revolta é a entrada da PM depois de 30 anos? Perguntem para a vizinhança da USP o que eles achariam de a polícia invadir a casa deles de 30 em 30 anos. Pergunte para alguem do lado de fora da USP, o que ele acharia de receber um enquadro humilhante de 30 em 30 anos.
Não é concordar com a invasão dos samangos, gambés, coxinhas. Mas é um tanto ingênuo aumentar uma greve usando isso como motivo. Todos sabem que a polícia usa a reação de manifestantes para abusar de seu poder. Quem não sabe?
Deixem eles por ai, saiam todos do campus. Fechem as ruas. Se eles podem entrar, porque vocês não podem sair? Deixem eles com a reitora. Será ela a marcada por permitir a entrada da polícia em mais de 30 anos.
Aproveitem, intelectuais da academia, e olhem direito para São Paulo. Saiam de seus carros, façam passeatas, levem gente com vocês para fazer os seus ex-parceiros de piquetes, o governador e o presidente, olharem para a educação de forma real. A academia mudou, não é mais ela que só detém o saber (algum dia foi?).
Aproveitem para escutar os que estão chegando por ai. A realidade não se esqueceu dos antigos, mas não se deixou empoeirar. Só isso. Aproveitem para escutar a nova literatura (a litera rua)
Esse texto realmente não tem nenhuma novidade. O que estão esperando?
O motivo da revolta é a entrada da PM depois de 30 anos? Perguntem para a vizinhança da USP o que eles achariam de a polícia invadir a casa deles de 30 em 30 anos. Pergunte para alguem do lado de fora da USP, o que ele acharia de receber um enquadro humilhante de 30 em 30 anos.
Não é concordar com a invasão dos samangos, gambés, coxinhas. Mas é um tanto ingênuo aumentar uma greve usando isso como motivo. Todos sabem que a polícia usa a reação de manifestantes para abusar de seu poder. Quem não sabe?
Deixem eles por ai, saiam todos do campus. Fechem as ruas. Se eles podem entrar, porque vocês não podem sair? Deixem eles com a reitora. Será ela a marcada por permitir a entrada da polícia em mais de 30 anos.
Aproveitem, intelectuais da academia, e olhem direito para São Paulo. Saiam de seus carros, façam passeatas, levem gente com vocês para fazer os seus ex-parceiros de piquetes, o governador e o presidente, olharem para a educação de forma real. A academia mudou, não é mais ela que só detém o saber (algum dia foi?).
Aproveitem para escutar os que estão chegando por ai. A realidade não se esqueceu dos antigos, mas não se deixou empoeirar. Só isso. Aproveitem para escutar a nova literatura (a litera rua)
Esse texto realmente não tem nenhuma novidade. O que estão esperando?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Barão de Tefé, 37
Pra grudar na idéia de Serjão, o rapaz mandando o som em um semi-aovivo em um programa HHO Sound check. É isso mesmo?
420 salvador.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Presença
por Vilauba Herrera


Sabotage, ou Mauro Mateus dos Santos, é uma daquelas figuras que partiram e lamentamos não tê-las conhecido pessoalmente.
Zanone Fraissat o conheceu e, além disso, tem sua marca em um dos grandes discos da música brasileira, "O Rap é compromisso". Uma das obras de Zanone é esta ai em cima.
Zanone Fraissat o conheceu e, além disso, tem sua marca em um dos grandes discos da música brasileira, "O Rap é compromisso". Uma das obras de Zanone é esta ai em cima.
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sábado, 14 de julho de 2007
Relações preguiçosas e perigosas
Vilauba Herrera
Por preguiça ou imposição a imprensa insiste em criar fatos e associá-los a quem não concorda com ela, ou não dá bola para seus editorias. Na sexta-feira, dia 13 de julho, os Racionais Mc´s fizeram um show em uma casa noturna da zona Oeste da capital paulista.
Não entro em detalhes sobre o show. O quarteto mostrou profissionalismo e qualidade diante de um público estranho, que pagou R$ 60 para assisti-los.
Tudo normal, até a imprensa manifestar-se sobre o evento. No site G1, da Globo, uma matéria afirma, corretamente, que não houve incidentes durante o show dos Racionais. Porém, no mesmo parágrafo, a matéria desfere: "...o grupo de rap Racionais MC’s deixou definitivamente para trás o quebra-quebra armado em seu último grande show, há dois meses, na Praça da Sé."
O show não era dos Racionais, mas sim a Virada Cultural, projeto da Prefeitura, que contou com diversas apresentações pela cidade. A confusão começou antes do grupo subir no palco.
Quem esteve lá, sabe disso. Quem esteve lá sabe que a Globo tentou, usando uma menina ex-viciada em crack, como boi de piranha, falar com Mano Brown. Não teve sucesso.
Quem trabalha ou lê veículos populares sabe que para chamar atenção do público, relações "criativas" são inventadas.
Por preguiça ou imposição a imprensa insiste em criar fatos e associá-los a quem não concorda com ela, ou não dá bola para seus editorias. Na sexta-feira, dia 13 de julho, os Racionais Mc´s fizeram um show em uma casa noturna da zona Oeste da capital paulista.
Não entro em detalhes sobre o show. O quarteto mostrou profissionalismo e qualidade diante de um público estranho, que pagou R$ 60 para assisti-los.
Tudo normal, até a imprensa manifestar-se sobre o evento. No site G1, da Globo, uma matéria afirma, corretamente, que não houve incidentes durante o show dos Racionais. Porém, no mesmo parágrafo, a matéria desfere: "...o grupo de rap Racionais MC’s deixou definitivamente para trás o quebra-quebra armado em seu último grande show, há dois meses, na Praça da Sé."
O show não era dos Racionais, mas sim a Virada Cultural, projeto da Prefeitura, que contou com diversas apresentações pela cidade. A confusão começou antes do grupo subir no palco.
Quem esteve lá, sabe disso. Quem esteve lá sabe que a Globo tentou, usando uma menina ex-viciada em crack, como boi de piranha, falar com Mano Brown. Não teve sucesso.
Quem trabalha ou lê veículos populares sabe que para chamar atenção do público, relações "criativas" são inventadas.
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
sobre The Mix-up - Beastie Boys
por Sérgio Carvalho e Vilauba Herrera
Esqueça as vozes estridentes e anasaladas como em "Fight for your right", "Sabotage" e "Body Movin". Você também não vai escutar samples, scratches, letras irônicas e bem humoradas. Você não vai escutar letra alguma. Mesmo assim, The Mix-up é uma (boa) pedrada nos ouvidos.
O mais novo disco do Beastie Boys, um dos mais importantes nomes da história rap, mostra o trio Ad-Rock (Adam Horovitz), Mike D (Michael Diamond) e MCA (Adam Yauch), desfilando suas referências, antigas e atuais, distantes do Hip Hop. Com os parceiros de sempre, Money Mark (Mark Nishita) nos teclados e Alfredo Ortiz, na percussão, o grupo faz uma verdadeira viagem sonora em uma sessão totalmente descontraída, cheias de improvisos.
A idéia de um disco instrumental não é nova. Em 1996 eles lançaram "The In Sound from Way Out", uma coletânea de faixas instrumentais que sempre apareciam em seus discos. Mas fique tranquilo, "The Mix" não parece "The In Sound nº2". É atual e tem até um pouco de música brasileira no sangue. "Suco de Tangerina", foi escrita quando o grupo passou pelo Brasil, ano passado. Som instrumental, sem palavras, mas que consegue tocar a fundo no bom gosto.
Esqueça as vozes estridentes e anasaladas como em "Fight for your right", "Sabotage" e "Body Movin". Você também não vai escutar samples, scratches, letras irônicas e bem humoradas. Você não vai escutar letra alguma. Mesmo assim, The Mix-up é uma (boa) pedrada nos ouvidos.
O mais novo disco do Beastie Boys, um dos mais importantes nomes da história rap, mostra o trio Ad-Rock (Adam Horovitz), Mike D (Michael Diamond) e MCA (Adam Yauch), desfilando suas referências, antigas e atuais, distantes do Hip Hop. Com os parceiros de sempre, Money Mark (Mark Nishita) nos teclados e Alfredo Ortiz, na percussão, o grupo faz uma verdadeira viagem sonora em uma sessão totalmente descontraída, cheias de improvisos.
A idéia de um disco instrumental não é nova. Em 1996 eles lançaram "The In Sound from Way Out", uma coletânea de faixas instrumentais que sempre apareciam em seus discos. Mas fique tranquilo, "The Mix" não parece "The In Sound nº2". É atual e tem até um pouco de música brasileira no sangue. "Suco de Tangerina", foi escrita quando o grupo passou pelo Brasil, ano passado. Som instrumental, sem palavras, mas que consegue tocar a fundo no bom gosto.
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