por Vilauba Herrera
- Sonny Rollins, Puta que pariu, eu amo esse velhinho batuta.
- Quem é? Pai do Henry Rollins?
- Não, porra. O cara é saxofonista, tocou com o Monk, com o Coltrane, Art Blakey e Miles Davis!!! Um dos melhores jazzistas ainda vivo. Uma lenda.
- Ah, sei.
- Nunca vou esquecer esse véio. Foi com o disco Work Time, que conquistei Isabela. Porra, o disco é de 55, escutamos em 89, na faculdade e até hoje, por vezes, escuto ela sussurrar algumas músicas do LP, quando está tomando banho.
- Porra.......mas 250 contos, porra, daí é foda.
- Que dia é esse show?
- Dia 21.
- Nossa, não acredito.
- O que, fala ai?
- É nesse show que eu vou. O pessoal do trabalho empolgou de ir e eu vou também. Já imagino quantas gatinhas intelectuais estarão por lá. tenho um tesão doido em mulher de óculos, cabelinho curto, blasê.
- Ah...
FIM
obs:um dos episódios do elitismo cultural que assola o país verde e amarelo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O fim de Alckmin (?)
Kassab, que chamou um eleitor de vagabundo, subiu nas pesquisas e está bem perto de Marta, que não deve estar relaxada, muito menos gozando de sossego. Segundo o datafolha, cerca de oito pontos separam a perua petista do demo. Nessa briga pela terra da garoa prometida, sobrou para o Geraldo "sem opinião própria, sem carisma, sem cabelo, sem apoio" Alckmin, que começa a naufragar politicamente. Ah, se São Paulo fosse Pinda...
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Lotação esgotada
por Vilauba Herrera
O projeto "Lotação esgotada", do ministério do Esporte, levará 140 mil alunos de escolas públicas e particulares aos jogos do Campeonato Mundial de Futsal, que começa amanhã, no Rio e em Brasília (80 mil na capital federal e 60 mil na cidade maravilhosa). Segundo a Ascom (assessoria do ministério), "elas receberão camisa, brindes e kits lanches."
Porque não 140 mil crianças e jovens em Museus, bibliotecas, Centros culturais....? Nestes lugares, as crianças não ficariam apenas assistindo professores de matemática, português, assim como os dribles de Falcão e companhia. Elas iriam tentar, experimentar, errar, aprender, conhecer, descobrir.... e seriam 140 mil crianças.
O projeto "Lotação esgotada", do ministério do Esporte, levará 140 mil alunos de escolas públicas e particulares aos jogos do Campeonato Mundial de Futsal, que começa amanhã, no Rio e em Brasília (80 mil na capital federal e 60 mil na cidade maravilhosa). Segundo a Ascom (assessoria do ministério), "elas receberão camisa, brindes e kits lanches."
Porque não 140 mil crianças e jovens em Museus, bibliotecas, Centros culturais....? Nestes lugares, as crianças não ficariam apenas assistindo professores de matemática, português, assim como os dribles de Falcão e companhia. Elas iriam tentar, experimentar, errar, aprender, conhecer, descobrir.... e seriam 140 mil crianças.
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Sistema escroto
por Vilauba Herrera
O capitalismo, o neoliberalismo, em parceria com essa tal de globalização de mercados é de uma calhordice monstro. Como é que um monte de bancos e empresas imobiliárias dos EUA quebram e é a bolsa brasileira que mais cai no mundo???
Daí, nas televisões e rádios encontramos um monte de economistas da FGV, todos com ações na bovespa, arrotando teorias sobre o equlibrio econômico brasileiro e a falta de esperança do empresariado gringo com o pacote rejeitado pelo congresso yanke.
Falta de esperança é o car...., risco país é o caramba, nunca vi um economista que explicasse direito como tudo isso funciona. Não explicam porque é um absurdo. Bolsa de valores é um absurdo. Uma dúzia de multimilionários fica especulando e trocando ações sem produzir um palito de fósforo, sem criar meio emprego e enriquecendo cada vez mais e quando um deles quebra, economias de países mais pobres entram em colapso, outros pedem moratória e o escambau.
E quando uma empresa brasileira fica em alta em Dow Jones, temos que engolir a imprensa canarinho levantando a bola dos geniais empresários.
Festejamos o sucesso de empresas, grupos, pessoas, enquanto a população continua massa....de manobra.
O capitalismo, o neoliberalismo, em parceria com essa tal de globalização de mercados é de uma calhordice monstro. Como é que um monte de bancos e empresas imobiliárias dos EUA quebram e é a bolsa brasileira que mais cai no mundo???
Daí, nas televisões e rádios encontramos um monte de economistas da FGV, todos com ações na bovespa, arrotando teorias sobre o equlibrio econômico brasileiro e a falta de esperança do empresariado gringo com o pacote rejeitado pelo congresso yanke.
Falta de esperança é o car...., risco país é o caramba, nunca vi um economista que explicasse direito como tudo isso funciona. Não explicam porque é um absurdo. Bolsa de valores é um absurdo. Uma dúzia de multimilionários fica especulando e trocando ações sem produzir um palito de fósforo, sem criar meio emprego e enriquecendo cada vez mais e quando um deles quebra, economias de países mais pobres entram em colapso, outros pedem moratória e o escambau.
E quando uma empresa brasileira fica em alta em Dow Jones, temos que engolir a imprensa canarinho levantando a bola dos geniais empresários.
Festejamos o sucesso de empresas, grupos, pessoas, enquanto a população continua massa....de manobra.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Caderno do Saramago
por Vilauba Herrera
Não é novidade, mas só consegui ler ontem, o surpreendente caderno do Saramago. O blog do escritor português me fez acreditar ainda mais nas possibilidades da língua, da palavra. Porque, apesar do peso do nome e da escrita de Saramago, em seu blog estão textos simples, cotidianos, próximos. Quando li Prova de Algodão e Aznar, o Oráculo, me senti colega de José. Ver o quanto ele despreza Bush e suas companhias é instigante, encorajador e seguro, pois sem imposições, o velhinho nos mostra em que pedras podemos pisar.
Não é novidade, mas só consegui ler ontem, o surpreendente caderno do Saramago. O blog do escritor português me fez acreditar ainda mais nas possibilidades da língua, da palavra. Porque, apesar do peso do nome e da escrita de Saramago, em seu blog estão textos simples, cotidianos, próximos. Quando li Prova de Algodão e Aznar, o Oráculo, me senti colega de José. Ver o quanto ele despreza Bush e suas companhias é instigante, encorajador e seguro, pois sem imposições, o velhinho nos mostra em que pedras podemos pisar.
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Voto nulo não me anula
por Vilauba Herrera
O voto nulo é uma manifestação de indignação e insatisfação com a situação política de uma cidade, de um estado, de um país. Ser tratado como "despreocupado", "alienado" e até "irresponsável", por não escolher algum dos candidatos é absurdo. A política não é feita somente dentro de partidos. Ainda bem, pois se fosse, a esperança estaria ainda mais abalada. Política é feita em palanque, em calçada, em papo de bar, em reunião de escritório, em banco de praça, até em chat da net. Pra mim, política, nos últimos tempos, tem sido melhorar as relações a minha volta, coisa de 2 a 3 metros de distância, coisa pequena, mas que dá um trabalho. Sabe como é, fazer articulações, ceder, impor, pedir, receber, equilibrar, não é só coisa de dirigente partidário.
Para os que dizem que se não voto, não tenho direito a cobrar, que passem a pagar os meus impostos, daí me calo.
Mas não sou tão difícil. Basta que um candidato prometa ( e cumpra) que vai regulamentar os lucros dos patrões. Sim, distribuição maior ( bem maior) de lucros para os funcionários. Basta que ele prometa (e cumpra) acabar com a imunidade partidária, por que CPI é brincadeira, né. Alguém ainda acredita? Basta que ele prometa (e cumpra) investimento brutal em educação, fim do analfabetismo e melhoria na qualidade dos professores e ensino, consequentemente. Pronto.
Só isso.
E não me venham com realismos de cartilha. Esses já estão mais gastos que a idéia de jardim do éden.
O voto nulo é uma manifestação de indignação e insatisfação com a situação política de uma cidade, de um estado, de um país. Ser tratado como "despreocupado", "alienado" e até "irresponsável", por não escolher algum dos candidatos é absurdo. A política não é feita somente dentro de partidos. Ainda bem, pois se fosse, a esperança estaria ainda mais abalada. Política é feita em palanque, em calçada, em papo de bar, em reunião de escritório, em banco de praça, até em chat da net. Pra mim, política, nos últimos tempos, tem sido melhorar as relações a minha volta, coisa de 2 a 3 metros de distância, coisa pequena, mas que dá um trabalho. Sabe como é, fazer articulações, ceder, impor, pedir, receber, equilibrar, não é só coisa de dirigente partidário.
Para os que dizem que se não voto, não tenho direito a cobrar, que passem a pagar os meus impostos, daí me calo.
Mas não sou tão difícil. Basta que um candidato prometa ( e cumpra) que vai regulamentar os lucros dos patrões. Sim, distribuição maior ( bem maior) de lucros para os funcionários. Basta que ele prometa (e cumpra) acabar com a imunidade partidária, por que CPI é brincadeira, né. Alguém ainda acredita? Basta que ele prometa (e cumpra) investimento brutal em educação, fim do analfabetismo e melhoria na qualidade dos professores e ensino, consequentemente. Pronto.
Só isso.
E não me venham com realismos de cartilha. Esses já estão mais gastos que a idéia de jardim do éden.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Glenda vence o grandioso prêmio
por Vilauba Herrera
Sim, Glenda Kozlowski levantou uma das taças do prêmio Comunique-se-2008. Ela bateu o colega Tino Marcos e o mais que experiente Juca Kfouri.
Mas além de comunicar a grande conquista da global, também coloco aqui os novos mestres do jornalismo brasileiro, congratulados nesta edição do independente site (patrocinado pelas grandes empresas Fiat, Vale, Nextel, Light, TAM e algumas mais).
Este ano, a colunista social Mônica Bergamo, o locutor esportivo Cléber Machado, Arnaldo Jabor, referência na apuração de pautas e texto sublime, o (realmente) experiente Reali Jr., Lorena Calabria, Zileide Silva e Cora Ronai.
Não tiro méritos de alguns, o incrível é que todos pertencem a grandes empresas de comunicação deste grande país.
Alguém ai está interessado em saber quanto ganha o grande número de funcionários que colocam a informação na boca dessas grandes figuras?
Alguém sabe quanto ganha um câmera da Globo, um cabo-man, um motorista, um produtor, um repórter, um pauteiro...?
não, isso é um pequeno detalhe.
Sim, Glenda Kozlowski levantou uma das taças do prêmio Comunique-se-2008. Ela bateu o colega Tino Marcos e o mais que experiente Juca Kfouri.
Mas além de comunicar a grande conquista da global, também coloco aqui os novos mestres do jornalismo brasileiro, congratulados nesta edição do independente site (patrocinado pelas grandes empresas Fiat, Vale, Nextel, Light, TAM e algumas mais).
Este ano, a colunista social Mônica Bergamo, o locutor esportivo Cléber Machado, Arnaldo Jabor, referência na apuração de pautas e texto sublime, o (realmente) experiente Reali Jr., Lorena Calabria, Zileide Silva e Cora Ronai.
Não tiro méritos de alguns, o incrível é que todos pertencem a grandes empresas de comunicação deste grande país.
Alguém ai está interessado em saber quanto ganha o grande número de funcionários que colocam a informação na boca dessas grandes figuras?
Alguém sabe quanto ganha um câmera da Globo, um cabo-man, um motorista, um produtor, um repórter, um pauteiro...?
não, isso é um pequeno detalhe.
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