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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A prole Marley

por Vilauba Herrera






Sempre fui curioso em saber mais sobre a família de Bob Marley. Hoje fiz uma pesquisa para descobrir quantos e quem são os filhos do homem. Para quem também tinha alguma curiosidade, estão ai os felizardos:


Filhos de Nesta Marley

com Rita Marley:
Cedella Marley
Ziggy Marley - www.ziggymarley.com/
Stephen Marley - www.stephenmarleymusic.com/
Stephanie Marley - adotada por Bob
Sharon Prendergras - adotada por Bob

com Cindy Breakspear:
Damian Marley - www.myspace.com/damianmarley

com Cheryl Murray:
Imani Carole

com Pat Williams:
Robbie Marley


com Janet Bowen:
Karen Marley

com Lucy Pounder:
Julian Marley

com Anita Belnavis:
KyMani Marley - http://www.kymani-marley.com/

com Yvette Crichton:
Makeda Marley


Tudo em família

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Um sonho de família

por Vilauba Herrera



Laerte é publicitário. Bem sucedido, mora em um bairro nobre da capital paulista, condomínio fechado. Responsável pelas contas mais importantes da agência, Laerte é um profissional dedicado. Tem hora marcada para chegar, mas não para fugir. Já conheceu 22 países do planeta, mas isso na época de estudante. Há 12 anos, Laerte passa suas férias (uma semana, o resto ele vende, por que seu patrão pede) em Maresias, com a mulher, Norma e o filho Estevão, de 10 anos.
Laerte já ganhou sete prêmios internacionais de propaganda. Seu nome é conhecido nos quatro cantos do marketing mundial, por sua criatividade. Em casa, Laerte era adepto do papai e mamãe, quando ainda dormia com Norma. Hoje, passa as noites no sofá e assiste sempre o mesmo canal em sua TV de LCD de 45 polegadas, acompanhado da mesma marca de whiskie 18 anos.
Norma é bonita. Aos 39 anos, tem uma rotina dura. Acorda às 8h e leva Estevão ao colégio. Emenda na academia e três vezes por semana, pratica ioga com suas amigas do clube, local dos encontros nos finais de semana.
Ex-gerente de multinacional, Norma abandonou a vida no escritório para labutar em casa. Foi uma imposição carinhosa de Laerte. O começo foi duro, mas os cuidados com o filho, os compromissos com matriculas na escola, escola de inglês, alemão, natação, informática, Kumon, ocuparam seu cotidiano em pouco tempo e ela tornou-se mestra no assunto. A vida em casa também melhorou com as seguidas viagens profissionais do marido. Assim pode deixar a casa como sonhava, limpa e branca, sempre.
O serviço doméstico fez mal ao seu sono. Nada que algumas doses de lexotan, dramin e por vezes, rivotril, não resolve-se. A medicina faz milagres.
Estevão é o melhor aluno da classe. O último 9 aconteceu por distração, em uma prova de ciências. No recreio, seu apelido é minhoca, por ser muito branco e muito magro. O garoto gosta mesmo é de ficar sentado assistindo os jogos de futebol. Às vezes, até se arrisca como juiz, mas dois ou tr§es xingamentos dos jogadores e ele volta ao banco verde do pátio. Após um tombo em uma apresentação aos pais, aos 8 anos, Estevão conseguiu convencer os pais em tirá-lo das aulas de educação física.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Desde o tempo ....do onça

por Vilauba Herrera

Acordou com a boca seca. Olhou de lado, a garrafa mais seca que sua língua. Levantou com a mão apoiada no colchão e a outra coçando os olhos remelentos. Cambaleou até a pia do banheiro e improvisou um bebedouro. Emendou uma chuveirada e se vestiu molhado mesmo. O calor permitia. O telefone tocou.
- Alô.
- Alô, Américo. É sua tia Eneida.
- Oh tia, tudo firmeza?
- heim?
- Tudo bem com a senhora?
- A meu filho, tudo daquele jeito. To ficando velha...
- Que isso, tia, você está de boa, inteiraça!
- Nada, Américo, por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
- ...
- E como você está, Américo? Sua mãe me disse que está desempregado.
- É tia, mas daqui a pouco eu vazo daqui e descolo um trampo noutro pico.
- Heim?
- Quero ir embora, tia, preciso sair dessa cidade.
- E vai para onde, Américo? A Mirdes me disse que você não tem um tostão furado, que está matando cachorro a grito.
- Não é bem assim, tia, não é bem assim, não tô matando cachorro nenhum. É que tá treta aqui, não consigo desenrolar nada. Se pá, vou pro Nordeste.
- O que? Américo, o senhor está pensando que berimbau é gaita? Ir para o nordeste como? Vai fazer o que lá?
- Pô, tia, um truta meu foi pra lá e se deu bem, abriu uma barraca na praia, vende uns refri, umas brejas.
- O que é isso, Américo? deixa de ser paspalhão, isso não é vida.
- Claro que é tia. Se um bagulho desse virar, eu tô feito.
- Américo, você era um menino tão curioso, espoleta, serelepe. Deveria tentar alguma coisa com computador. Um filho de uma cumadre minha começou a mexer com isso e já comprou um carro. Américo, computador é a coqueluche do momento!!
- Não, tia. Eu não manjo dessas coisas. Meu negócio é trampar na rua, trocar idéias. Informática é papo de nerd.
- O senhor está sendo cabeça dura. Deveria tirar as barbas de molho e procurar emprego em uma firma dessas. Tenho certeza que rapidinho iria arrebentar a boca do balão.
- Sussa, tia. Mas agora vou desligar. Tchau.
- Tchau, Américo. Fique com deus.
...

- Alô.
-Alô, Mirdes?
- Eneida, tudo bem?
- Comigo tudo bem. Mas falei com seu filho. Mirdes, Américo está com umas idéias, heim?
- Eu bem sei. Disse que quer ir para o norte, trabalhar na praia.
- É, ele está perdidinho, mais por fora do que umbigo de vedete.
- Hahahahaha, ai Eneida, você e suas frases engraçadas. Eu não entendo patavinas.
- Não mude de assunto, Mirdes. Seu filho está numa situação de lascar.
- Será o Benedito, Eneida? O menino já está com 32 anos. Ele que resolva a vida dele. Essa batata quente não é minha e nem sua. Agora deixa eu lhe falar. Fiz um docinho de abóbora, porque você não vem com a Zumira, amanhã, para provar.
- Tudo bem, mas nós vamos continuar essa conversa, dona Mirdes, não tem choro e nem vela. Além disso, esse doce deve estar supimpa, não é?
- Chuchu beleza.