sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dia quente

por Vilauba Herrera

Porta aberta, tênis molhado por fora e dentro
A novela acabou com um final feliz nacional.
Mobilização da massa pros lados e pro centro
A Flora morta no final. Fez do bem um ritual violento? Não pense, te cales! Deixa isso na mesa e veja mais um caminho, como um tipo de sobremesa. Saboreie com carinho e devoção, tem o gosto doce da compreensão, a trilha sonora
romântica da nossa adequação.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Notas sobre o outro massacre judeu


por Vilauba Herrera


A invasão e massacre do estado Israelense sobre o povo palestino me lembrou um episódio do South Park.

No desenho escrachado, os chineses (creio) invadem os EUA e sempre alegando que são uns coitados com o pau pequeno, iniciam uma dominação dos meios de produção ianques.

Na cobertura da grande ( e comprada) mídia sobre o conflito, as primeiras frases sempre possuem "na ofensiva para eliminar os extremistas do Hamas", mas esquecem que a cada dia de tentativa, matam centenas de pessoas, que já vivem em condições subumanas (eita português!!).


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O massacre também me lembrou uma reportagem que li´há alguns anos, feita pelo judeu Caio Blinder (acho) com outro judeu , o professor Norman Finkelstein. naquela entrevista, Finkelstein divulgava o livro "A indústria do Holocausto", polêmico, mas fundamental publicação para quem quer saber o outro lado da história. E não é o lado nazista, já aviso aos revoltados.


Um trecho do livro


"...as atrocidades nazistas transformaram-se num mito americano que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência".


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Quem teve a idéia



Quem teve a idéia
de cortar o tempo em fatias
a que se deu o nome de ANO
foi um indivíduo genial,
industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar
no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui por diante vai ser diferente.


(Carlos Drummond de Andrade)
foto: Dubem

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Camadas

por Vilauba Herrera

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Presença

por Vilauba Herrera


Sabotage, ou Mauro Mateus dos Santos, é uma daquelas figuras que partiram e lamentamos não tê-las conhecido pessoalmente.
Zanone Fraissat o conheceu e, além disso, tem sua marca em um dos grandes discos da música brasileira, "O Rap é compromisso". Uma das obras de Zanone é esta ai em cima.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mera semelhança

por Vilauba Herrera


"Mas é preciso entender que esta não é uma situação normal. É uma situação de exceção, e para lidar com ela precisamos tomar medidas de exceção."

Quem disse isso não foi Jarbas Passarinho, no dia da instauração do AI5, em 1968. Foi Roger Agnelli, presidente da Vale, em entrevista ao Estadão. A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo. Ela era do Brasil e graças ao FHC, agora é do Agnelli e de alguns acionistas por ai.

Agnelli, diz que "o governo e os sindicatos precisam se convencer da necessidade de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas: suspensão de contrato de trabalho, redução da jornada com redução de salário, coisas assim, em caráter temporário", claro.

O CEO (é assim?) diz até que aceitaria diminuir o próprio salário. Bacana ele, né? Cortar a própria carne. Só que ele não diz que carne não falta em sua geladeira, que ele pode ficar sem salário durante décadas, pois "quando cheguei à Vale, ela era a oitava empresa do mundo no setor de mineração. Hoje, é a segunda. Eu acho que ainda tenho muito para fazer." Uma das coisas a fazer é cortar o salário de milhares de funcionários e demitir outros milhares. Excelente gestor.
Agnelli, assim como outros CEOs, preocupados com o futuro de suas mega-multi-empresas, adota a mais que idosa política do terrorismo de baixo para cima (mas que fica sempre embaixo).
Ele quer cortar salários, quer cortar direitos trabalhistas, demitir, para que o lucro de sua empresa continue o mesmo, ou pelo menos parecido.

A pergunta que fica é. Porque em uma crise criada por grandes corporações, quem paga o pato são os peões?
Como diz o editorial do jornal "Brasil de fato", as "propostas de mesma índole que, com toda a dominação ideológica a que submete as demais classes (e estas introjetam), fazem com que, no limite, os dominados não desenvolvam outra lógica, que não aquela que nos diz "dos males, o menor": melhor ganhar menos, que estar desempregado."

Na sequência, também aproveito o editorial, para deixar alternativas, aquelas que os CEOs, gênios do mercado, nunca conseguem pensar. Porque será?

"Portanto, por que não imaginarmos, por exemplo, que os bilhões injetados (pelo estado) enquanto empréstimos nas grandes financeiras e bancos, não devam ser feitos como compras de ações pelo Estado?
Por que não pensar que as reduções salarias podem ser feitas, desde que entendidas e regulamentadas como compra de ações das empresas pelos trabalhadores?

Fica ai a dica.

(valeu Alípio!)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Contra-ataque

por Vilauba Herrera

Finalmente, o revide.

Será que o "terrorista" será levado para Guantanamo? Abu Ghraib?