O mais engraçado da greve na USP é que os mesmos professores que pedem aumento de 16%, são os que dão entrevistas para a imprensa, dizendo que a crise esta aí e que não é aconselhável aos patrões, fazerem reajustes salariais aos seus funcionários.
O motivo da revolta é a entrada da PM depois de 30 anos? Perguntem para a vizinhança da USP o que eles achariam de a polícia invadir a casa deles de 30 em 30 anos. Pergunte para alguem do lado de fora da USP, o que ele acharia de receber um enquadro humilhante de 30 em 30 anos.
Não é concordar com a invasão dos samangos, gambés, coxinhas. Mas é um tanto ingênuo aumentar uma greve usando isso como motivo. Todos sabem que a polícia usa a reação de manifestantes para abusar de seu poder. Quem não sabe?
Deixem eles por ai, saiam todos do campus. Fechem as ruas. Se eles podem entrar, porque vocês não podem sair? Deixem eles com a reitora. Será ela a marcada por permitir a entrada da polícia em mais de 30 anos.
Aproveitem, intelectuais da academia, e olhem direito para São Paulo. Saiam de seus carros, façam passeatas, levem gente com vocês para fazer os seus ex-parceiros de piquetes, o governador e o presidente, olharem para a educação de forma real. A academia mudou, não é mais ela que só detém o saber (algum dia foi?).
Aproveitem para escutar os que estão chegando por ai. A realidade não se esqueceu dos antigos, mas não se deixou empoeirar. Só isso. Aproveitem para escutar a nova literatura (a litera rua)
Esse texto realmente não tem nenhuma novidade. O que estão esperando?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A rua e(é)duca
sexta-feira, 5 de junho de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
S.emana
Puta vontade de gritar/ Porque não investi no basquete?/Será que consigo outro trampo? /Essa grana vai ser foda de descolar/ Essa música me lembra a/ Vou ficar careca com uns 35/Minha mãe deixou uma mensagem/Me disseram que Praga é do caralho/ Queria comer um contra no Limeiroso, mas não dá/Quero trepar agora/ Esse exercício ferra meu ombro/ Ela vai dormir aqui, será?/ Preciso arrumar a casa/ A vacina do cachorro/ E a natação?/ Vou aguentar mau humor hoje?/ Que puta mau humor, não to me aguentando/ Porque esse filho da puta não vai tomar no/ Me disseram que seria barato/ Um cineminha, heim?/ Acabou a cerveja/ Livro bom/ O que vou colocar no abre?/Tá acabando o fumo/Escapei de uma/Ela vai me ligar?/Perdi o sono/ Meu pai viajou?/Puta vontade de berrar...
sábado, 16 de maio de 2009
Garoinha chata
Confesso que não botava fé nas Marchas da Maconha realizadas pelo país. As que não foram proibidas pela censura milico-católica-fascista ainda existente. Achei que com a proibição do evento em São Paulo, tudo acabaria em uma frustrada pizzonha.
Erro crasso, quanta arrogância de minha parte. Apesar da fraca divulgação dos atos pela grande mídia, que ainda vive (e gosta) da censura milico-católica-fascista, a internet mostrou que a Marcha está ganhando cada vez mais adeptos. Os maconheiros, médio maconheiros, não maconheiros com bom senso, estão saindo da toca. E têm que sair mesmo(É isso memo!!)
Aprova disso foi Sérgio Carvalho que me mostrou aqui.
Me impressionou a variedade de pessoas, animadas pela Orquestra Vegetal, que embalou a passeata pela orla carioca.
Acho que falta mesmo maresia ao povo paulistano. Muita garoa atrapalha.
Erro crasso, quanta arrogância de minha parte. Apesar da fraca divulgação dos atos pela grande mídia, que ainda vive (e gosta) da censura milico-católica-fascista, a internet mostrou que a Marcha está ganhando cada vez mais adeptos. Os maconheiros, médio maconheiros, não maconheiros com bom senso, estão saindo da toca. E têm que sair mesmo(É isso memo!!)
Aprova disso foi Sérgio Carvalho que me mostrou aqui.
Me impressionou a variedade de pessoas, animadas pela Orquestra Vegetal, que embalou a passeata pela orla carioca.
Acho que falta mesmo maresia ao povo paulistano. Muita garoa atrapalha.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Dois babacas no meio do caminho
Mais uma vez, a cambada reaça e corrupta que está infiltrada no Poder em São Paulo agiu. Faltando quatro dias para a Marcha da Maconha, o promotor Marcelo Barone pediu e o desembargador Di Rissio Barbosa assinou o papel que proibe, legalmente, o evento agendado para a Marquise do Ibirapuera.
Mas essa, com certeza, não foi a primeira babaquice do Barone. Vejam o que o rapaz já fez.
Na minha opinião, a Marcha deve ser feita, aprovada por um desembargador, ou não. É uma passeata pacífica e que defende uma debate, o que é permitido pela constituição brasileira.
babacas como a dupla ai em cima são resquícios dos tempos de ditadura que assolaram o país. Não sei a idade deles, mas se não forem contemporâneos, devem ser filhos, ou netos de patriotas à serviço da TFP, GLobo, CIA, Citybank...
ESCROTOS!!
ps: Mas também gostaria de saber onde estão os políticos e intelectuais, formadores de opinião que se escondem nesse momento. Não percebem eles, que esse debate é muito maior do que liberar a erva? E a politicada, cadê? nem espertos são, pois tenho certeza que na atual fase, um político que abraçar a causa irá receber centenas, milhares, milhões de votos.
Enfim...
Mas essa, com certeza, não foi a primeira babaquice do Barone. Vejam o que o rapaz já fez.
Na minha opinião, a Marcha deve ser feita, aprovada por um desembargador, ou não. É uma passeata pacífica e que defende uma debate, o que é permitido pela constituição brasileira.
babacas como a dupla ai em cima são resquícios dos tempos de ditadura que assolaram o país. Não sei a idade deles, mas se não forem contemporâneos, devem ser filhos, ou netos de patriotas à serviço da TFP, GLobo, CIA, Citybank...
ESCROTOS!!
ps: Mas também gostaria de saber onde estão os políticos e intelectuais, formadores de opinião que se escondem nesse momento. Não percebem eles, que esse debate é muito maior do que liberar a erva? E a politicada, cadê? nem espertos são, pois tenho certeza que na atual fase, um político que abraçar a causa irá receber centenas, milhares, milhões de votos.
Enfim...
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Agora vai, ô se vai!

Domingo, dia 3 de maio, deixem a preguiça na cama, na rede, no chão, ou no ralo, após uma boa chuveirada. Será dia de exercitar a cidadania, dia de colocar a retórica para funcionar, dia de testar o gogó e defender a discussão sobre a legalização da Maconha.
Na marquise do Ibirapuera, às 14h, terá início a Marcha da Maconha. No Brasil. o evento também irá acontecer em mais 13 cidades brasileiras e em 200 pelo planeta. Em diversos lugares do mundo, a Marcha já é um sucesso. No Brasil é uma luta mesmo. No ano passado, a "Justiça", aquela que dá habeas corpus para ladrões e assassinos, proibiu a Marcha, sob alegação de apologia às drogas.
Essa é a hora em que desembargadores, advogados, juízes, políticos, empresários e traficantes dão as mãos. Todos a favor da proibição.
Bueno, então é isso. Domingo, vamos reunir as pessoas e as ideias para ajudar no debate.
Na marquise do Ibirapuera, às 14h, terá início a Marcha da Maconha. No Brasil. o evento também irá acontecer em mais 13 cidades brasileiras e em 200 pelo planeta. Em diversos lugares do mundo, a Marcha já é um sucesso. No Brasil é uma luta mesmo. No ano passado, a "Justiça", aquela que dá habeas corpus para ladrões e assassinos, proibiu a Marcha, sob alegação de apologia às drogas.
Essa é a hora em que desembargadores, advogados, juízes, políticos, empresários e traficantes dão as mãos. Todos a favor da proibição.
Bueno, então é isso. Domingo, vamos reunir as pessoas e as ideias para ajudar no debate.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Sobre a crise e tal
É canalha a enxurrada de demissões que os patrões promovem desde o final do ano passado.
A desculpa é a crise mundial, que assola o mundo. Crise, já provada, causada pelo setor privado e sua sede por mais e mais, sempre querendo ceder menos e menos.
E a canalhice é tamanha, pois as alegações são vazias. Culpar a crise é simples. Pois, os patrões sabem que a massa de empregados, desesperada, não irá contra argumentar e pedir mais detalhes sobre sua saída forçada da empresa.
Qual é o real motivo? Demitir dois, três, 15, 20, mil funcionários vai mudar o que dentro da firma. Irá mantê-la no marcado? Ou a demissão é feita para que o patrão consiga manter seus lucros?
Nos últimos anos, a economia mundial esteve em alta, uma grande e farta maré. Uma série de empresas divulgaram lucros fenomenais. Bancos, Metalúrgicas, empresas de comunicação ganharam dinheiro à rodo. O que foi feito com essa grana? Para onde foi? Porque esse capital não é gasto agora, em época de vacas magras, para segurar as pessoas que ajudaram no tempo de sucesso?
Piores são os patrões que não demitem. Mas usam a “crise” para aterrorizar os seus empregados. “Olha, eu não vou demitir ninguém, mas vocês terão que trabalhar mais. Sabe como é? A crise está ai.”, afirma o patronato bonzinho. “Mais e sem acréscimo de salário, prêmio ou coisa que o valha.”
E assistindo a tudo, de longe, só observando, estão os sindicatos. Cada vez mais domesticado, cada vez mais “responsável”, o órgão que deveria brigar pelos empregados contenta-se com migalhas privadas e estatais e transforma-se em pequena instituição, fechada, mas sempre na luta por mais adeptos e suas mensalidades em nome da luta por melhores condições.
A desculpa é a crise mundial, que assola o mundo. Crise, já provada, causada pelo setor privado e sua sede por mais e mais, sempre querendo ceder menos e menos.
E a canalhice é tamanha, pois as alegações são vazias. Culpar a crise é simples. Pois, os patrões sabem que a massa de empregados, desesperada, não irá contra argumentar e pedir mais detalhes sobre sua saída forçada da empresa.
Qual é o real motivo? Demitir dois, três, 15, 20, mil funcionários vai mudar o que dentro da firma. Irá mantê-la no marcado? Ou a demissão é feita para que o patrão consiga manter seus lucros?
Nos últimos anos, a economia mundial esteve em alta, uma grande e farta maré. Uma série de empresas divulgaram lucros fenomenais. Bancos, Metalúrgicas, empresas de comunicação ganharam dinheiro à rodo. O que foi feito com essa grana? Para onde foi? Porque esse capital não é gasto agora, em época de vacas magras, para segurar as pessoas que ajudaram no tempo de sucesso?
Piores são os patrões que não demitem. Mas usam a “crise” para aterrorizar os seus empregados. “Olha, eu não vou demitir ninguém, mas vocês terão que trabalhar mais. Sabe como é? A crise está ai.”, afirma o patronato bonzinho. “Mais e sem acréscimo de salário, prêmio ou coisa que o valha.”
E assistindo a tudo, de longe, só observando, estão os sindicatos. Cada vez mais domesticado, cada vez mais “responsável”, o órgão que deveria brigar pelos empregados contenta-se com migalhas privadas e estatais e transforma-se em pequena instituição, fechada, mas sempre na luta por mais adeptos e suas mensalidades em nome da luta por melhores condições.
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